Vídeo: Guerra no Complexo do Alemão faz ônibus deixarem de circular

Vídeo: Guerra no Complexo do Alemão faz ônibus deixarem de circular

21 de julho de 2022 Off Por Redação Revista do Ônibus

RIO – A operação da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro – PMERJ que combate o tráfico de entorpecentes no conjunto de favelas do Complexo do Alemão, segue deixando mortos e feridos na guerra civil urbana não declarada na cidade do Rio de Janeiro.

Vídeo: Guerra no Complexo do Alemão faz ônibus deixarem de circular - revistadoonibus
Foto: Divulgação

Por conta do intenso tiroteio, a Estrada do Itararé precisou ser fechada, em ambos os sentidos, entre a Avenida Itaoca e a Rua Paranhos devido à operação policial. Diversos ônibus que operam linhas municipais e que trafegam pela região, precisam realizar desvios. O clima segue tenso na região desde o período da manhã até o início desta tarde de quinta-feira (21).

Até o fim da manhã de hoje, a operação contabilizou quatro mortos, sendo um policial militar; uma mulher, identificada como Letícia Marinho Salles, de 50 anos; e dois homens que não tiveram as suas identidades reveladas. Um outro agente teria sido atingido por um disparo no pé, mas passa bem. 

A Prefeitura do Rio informou através da Secretaria Municipal de Transportes que precisou alterar o itinerário de 13 linhas de ônibus que passam pelo Complexo do Alemão devido a operação policial. 



Governo do Rio se manifesta sobre a operação

Ainda pela manhã, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Bomfim de Castro, do PL, defendeu a operação conjunta realizada entre a Polícia Militar e a Polícia Civil do Rio de Janeiro que segue sendo realizada no Complexo do Alemão. No Twitter, o Castro disse que não vai tolerar “os marginais” que segundo ele, o deputado federal Marcelo Freixo (PSB) defende.

Vídeo: Guerra no Complexo do Alemão faz ônibus deixarem de circular - revistadoonibus
Foto: Helicópeto da PM sendo alvo de tiros dos traficantes – Reprodução de Redes Sociais

A Polícia Militar confirmou que o cabo Bruno de Paula, de 38 anos, foi morto em um ataque de criminosos à base da Unidade de Polícia Pacificadora – -UPP em retaliação à ação policial do Batalhão de Operações Especiais – BOPE e da Coordenadoria de Recursos Especiais – CORE.

Ainda de acordo com a PM, três suspeitos foram encontrados mortos – as identificações não foram divulgadas. Houve também a apreensão de uma metralhadora .50, que é capaz de derrubar um helicóptero.

Os moradores seguem utilizando as redes sociais e também os grupos de mensagens por aplicativos, mostrando a triste realidade na região nesta quinta-feira (21).

Com informações da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e Redes Sociais