Vídeo: Protesto em Buenos Aires muda o trânsito e transporte neste sábado

Vídeo: Protesto em Buenos Aires muda o trânsito e transporte neste sábado

9 de julho de 2022 Off Por Redação Revista do Ônibus

BUENOS AIRES – O aumento da crise econômica da Argentina, desencadeou um grande protesto neste sábado (9), no Dia da Independência da Argentina, quando diversos grupos de esquerda e também de direita, resolveram sair às ruas para protestar contra o governo de Alberto Fernández e Cristina Kirchner.

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Foto: Reprodução de Redes Sociais

Por conta da manifestação, o trânsito nas proximidades da Praça de Maio, precisou ser alterado, assim como algumas linhas de ônibus que atendem esta região. Depois das 15h, os grupos começaram a se mobilizar da Avenida de Maio e 9 de Julho até a Praça de Maio, local do protesto.

Neste sábado, faz uma semana que o então ministro da economia, Martin Guzmán, deixou o cardo usando o twitter, causando uma escalada do dólar que é vendido no mercado paralelo e uma tensão ainda maior no mercado financeiro e também em todos os argentinos.



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Foto: Reprodução de Redes Sociais

Os grupos de esquerda saíram às ruas para protestar principalmente contra o acordo com o Fundo Monetário Internacional – FMI, que prevê ajustes, como, por exemplo, a diminuição do déficit fiscal da Argentina e que os movimentos sociais avaliam que vai terminar impactando a população.

Já a palavra de ordem dos grupos de direita foi “Argentina sem Cristina”. Eles são contra a vice-presidente Cristina Kirchner e dizem que Alberto Fernández é uma “marionete” dela.

A saída do ex-ministro da Martín Guzmán aconteceu depois de pressões da vice-presidente contra, justamente, as políticas de ajuste que vinham sendo anunciadas pelo governo argentino.

No documento que foi lido na Praça de Maio, as organizações afirmaram que “Hoje temos uma inflação anualizada que vai chegar entre 75/80%, perda de salários, pensões e poder aquisitivo de planos sociais, mais tarifas e licença para o saque de petróleo, gás, mineração e agronegócio. A recente demissão do ministro da Economia Martín Guzmán desencadeou um aprofundamento da crise política e econômica do governo, que ocorre em meio ao crescimento da fome e da pobreza, às lutas populares e à crise política entre seus diferentes setores. E centralmente para a aplicação do ajuste acordado com o FMI. A suposição de Silvina Batakis não significará uma mudança de curso. Pelo contrário, a nova ministra já anunciou seu alinhamento com o programa fondomonetarista. No futuro imediato, propõe-se uma nova desvalorização do peso e um ressurgimento do processo inflacionário que continuará a corroer os salários e pensões.”

Vídeo: Crise na Argentina já atinge o turismo rodoviário local - revistadoonibus

Crise atinge também o transporte e turismo argentino

Com medo de uma recessão ainda maior, muitos argentinos estão deixando de viajar dentro do próprio país, e empresas de ônibus e de turismo, já amargam prejuízos intermináveis. Nas principais rodoviárias de Buenos Aires e demais províncias, mesmo no fim de semana, é possível ver cada vez mais, ônibus que operam linhas intermunicipais circulando mais vazios.

Há décadas, os argentinos seguem sofrendo com a desvalorização da moeda local, porém, com a disparada da inflação e as diferenças políticas entre o presidente Alberto Fernández e a vice-presidente Cristina Kirchner se aprofundando, e a renúncia do ministro Martín Guzmán, arquiteto da renegociação da dívida externa, pareceu um filme de suspense.

Com informações da CNN Brasil e Redes Sociais