Prefeitura e Rio Ônibus não chegam a um acordo sobre auxílio municipal aos empresários

Prefeitura e Rio Ônibus não chegam a um acordo sobre auxílio municipal aos empresários

13 de maio de 2022 Off Por Redação Revista do Ônibus

RIO – A crise no transporte municipal do Rio de Janeiro segue se estendendo e causando muitas reclamações dos passageiros e dos empresários. A reunião com representantes do Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro – Rio Ônibus e da Prefeitura do Rio, não avançou muito.

Prefeitura e Rio Ônibus não chegam a um acordo sobre auxílio municipal aos empresários - revistadoonibus

Apesar do impasse, alguns pontos já foram acertados, como o valor da passagem que será mantido em R$ 4,05 até o fim do ano.

A Prefeitura do Rio teria que subir o valor do subsídio a empresas de ônibus para R$ 1,75 por passagem, como forma de manter a atual tarifa vigente ao longo de 2022, como apontou Ministério Público. Mas esse valor ainda pode variar, uma vez que o cálculo não será feito por passageiro, mas sim por quilômetro rodado.

Está marcada para esta próxima quinta-feira (19), uma nova audiência de conciliação no Ministério Público, com a presença de representantes dos empresários e o governo municipal. Os empresários afirmam que a crise financeira que foi intensificada com a pandemia da Covid-19 e com a baixa arrecadação, o prejuízo já atingiu o valor de R$ 2,5 bilhões, desde março de 2020 e com isso, os donos de empresas de ônibus, seguem tentando negociar com o governo de Eduardo Paes, um auxílio para que os ônibus não deixem de rodar.



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Riocard ficará de fora da licitação

Ainda em relação a reunião desta sexta-feira (13), em relação a bilhetagem eletrônica, ficou definido que as empresas de ônibus e os consórcios não vão participar da licitação. A Riocard também não será mais a operadora da bilhetagem.

“Hoje quem sustenta o sistema é o passageiro pela sua tarifa que ele paga. A ideia é fazer uma transformação no sistema, que a tarifa entra num grande fundo e será distribuído por quilometragem que cada consórcio vai operar”, diz o procurador-geral do município, Daniel Bucar.

“Eles estão querendo que comece imediatamente porque é uma alteração do próprio conceito de transporte coletivo. Vai permitir o uso da tecnologia para implantar a transparência desse serviço que é uma reivindicação da sociedade carioca já de mais de 20 anos, já que a caixa preta da Fetranspor ficou conhecida no Rio de Janeiro porque não há nenhuma transparência desse fluxo de caixa e isso com a alteração que o município está querendo implantar vai ser possível”, explicou o promotor de Justiça, Rodrigo Terra.

A partir dos dados da bilhetagem eletrônica, a prefeitura espera que seja preparado o próximo edital, com itens que façam sentido.

Atualmente, cerca de 3.400 ônibus circulam na cidade, quando deveria estar rodando pelo menos 6 mil coletivos.

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No início do mês durante uma reunião, a Prefeitura do Rio e o Rio ônibus não chegaram a um acordo. Na época, os promotores de Justiça que também estavam na reunião, sugeriram a caducidade do contrato de concessão de prestação do serviço na capital fluminense.

Na proposta que foi apresentada, a Prefeitura do Rio estaria antecipando em o contrato que terminaria em 2024, como forma de se fazer uma nova licitação do transporte municipal. Os representantes das empresas de ônibus, porém, não aceitaram as condições, podendo apresentar em breve uma contraproposta.

A Prefeitura do Rio, informou através da Procuradoria Municipal que as negociações para um eventual acordo entre o município, as empresas de ônibus e o Ministério Público seguem em andamento e tiveram, na audiência de conciliação desta sexta, um “significativo avanço”. O Ministério Público informou que, novamente, não se chegou a um consenso entre os envolvidos.

O Rio Ônibus ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Rio: Sem acordo, rodoviários anunciam estado de greve - revistadoonibus

Rodoviários em estado de greve

O Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro, afirma que a categoria segue em estado de greve, enquanto aguardam o julgamento pelo Tribunal Regional do Trabalho, onde deve ser definido o dissídio da categoria relativo ao período 2020/2021 e 2021/2022.

Com informações do O Dia, Prefeitura do Rio e TV Globo