Empresários do fretamento se reúne em associação por liberdade de mercado

Empresários do fretamento se reúne em associação por liberdade de mercado

10 de abril de 2022 Off Por Redação Revista do Ônibus

SÃO PAULO – Centenas de donos de empresas de turismo e fretamento que foram amplamente atingidas pelas restrições de circulação e funcionamento do mais diversos estados da federação ao longo dos últimos dois anos por conta da pandemia da Covid-19, se reúnem em uma associação para unir forças para ter mais liberdade de mercado.

Empresários do fretamento se reúne em associação por liberdade de mercado - revistadoonibus

A Associação Brasileira dos Fretadores Colaborativos – Abrafrec, conta com mais de 200 empresários do setor e cerca de 2 mil ônibus rodoviários. De acordo com a entidade, o setor de fretamento é responsável por injetar cerca de R$ 1,8 bilhão na economia todos os anos e os donos de ônibus se unem por uma nova realidade inovadora no transporte terrestre de passageiros.

A entidade afirma que em um curto prazo, já possui mais de 400 associados em do o Brasil, entre fretadores, novos operadores de linhas rodoviárias e agências de turismo com e sem frota e receptivos, e, além das lutas contra as barreiras regulatórias, funciona como um hub de compras de diversas empresas de ônibus, que poderão ter acesso ao seguro cooperado, peças e equipamentos com preços mais acessíveis, quando demandados de forma conjunta.



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Ainda em luta para se consolidar no Brasil, o setor de fretamento interestadual conta hoje com mais de 6 mil empresas, 34 mil veículos cadastrados e gera mais de 200 mil postos de trabalho todos os anos. Para o presidente da associação, é necessário buscar a competitividade já existente em outros países. “Estamos empenhados a vencer a resistência desnecessária à inovação. Vemos empresas fora do Brasil funcionando bem e fazendo a economia crescer. No entanto, aqui seguimos cheios de amarras e dificuldades para trabalhar”, afirma Marcelo Nunes.

Segundo ele, a ampliação da oferta de viagens intermunicipais e interestaduais atende a uma demanda reprimida do mercado consumidor e, ao mesmo tempo, promove a viabilidade de dezenas de empresas da cadeia do turismo, garantindo milhares de empregos.

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Um estudo com o parecer da Frente Intensiva de Avaliação Regulatória e Concorrencial – FIARC, que avaliou os potenciais impactos da abertura do circuito de operação para atividades de fretamento turístico rodoviário, desenvolvida pela LCA Consultores, afirmou que o crescimento da demanda ocasionaria uma expansão na ordem de R$ 1,1 bilhão no PIB do turismo, com um aumento de R$ 141,2 milhões na arrecadação federal com as atividades turísticas e criação de 34,5 mil novos empregos em atividades turísticas. Ou seja, em termos agregados e em escala nacional, a movimentação na economia como um todo é de R$ 2,7 bilhões adicionais de PIB, R$ 462,8 milhões de arrecadação tributária e cerca de 63,5 mil novos empregos.

Com informações da Associação Brasileira dos Fretadores Colaborativos – Abrafrec