Guarapari: Funcionários da Expresso Lorenzutti realizam paralisação

Guarapari: Funcionários da Expresso Lorenzutti realizam paralisação

14 de março de 2022 Off Por Redação Revista do Ônibus

GUARAPARI – Os funcionários da Expresso Lorenzutti, que estão com salários atrasados, realizaram no início da manhã desta segunda-feira (14), uma paralisação do transporte municipal de Guarapari, no litoral capixaba. Ao menos 30% da frota dos ônibus estava nas ruas.

Guarapari: Funcionários da Expresso Lorenzutti realizam paralisação - revistadoonibus

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Desde a manhã que os moradores de Guarapari reclamavam da demora na circulação dos ônibus, prejudicando a mobilidade urbana na cidade. Em alguns pontos de ônibus ainda pela manhã, era possível ver passageiros aglomerados aguardando o transporte.

Os rodoviários afirmam que a direção da empresa não vem realizando o pagamento de salários que estão atrasados, assim como demais benefícios como o vale-alimentação o FGTS.

A direção da empresa de ônibus alega que atravessa uma “grave crise financeira”, depois da defasagem tarifária imposta pelo município. A Expresso Lorenzutti afirma que não segue recebendo nenhum tipo de auxílio ou subsídio da Prefeitura de Guarapari, o que poderia amenizar a situação da crise financeira da empresa de ônibus.

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Em tom irônico, funcionários das empresas de ônibus cantaram parabéns para salários atrasados

A crise no transporte municipal de Guarapari vem de longa data. Em junho do ano de 2021, os funcionários também cantaram parabéns para os salários atrasados.

Na época, a direção da empresa informou que seguia buscando solucionar a regularização dos salários e explicou que apenas o vale-alimentação referente ao mês de maio estaria em atraso. A empresa ressaltou ainda que os débitos de FGTS foram parcelados junto ao órgão competente.

A Prefeitura de Guarapari ainda não se manifestou sobre a paralisação do transporte e que medidas estará tomando para restabelecer o serviço na cidade.

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Expresso Lorenzutti se manifesta

“A Expresso Lorenzutti vem, através da presente, esclarecer que:

Desde o início da execução do serviço de transporte público de passageiros, a empresa vem sendo submetida a uma grave crise financeira, diante da histórica defasagem tarifária que lhe é imposta pelo município de Guarapari, ao fixar a tarifa de passagem incapaz de cobrir os custos do sistema.

Essa situação é agravada pelo fato de que o município de Guarapari NÃO FORNECE QUALQUER AUXÍLIO OU SUBSÍDIO À CONCESSIONÁRIA, seja em razão das gratuidades ou por passageiros transportados, tal qual ocorre normalmente em diversos outros sistemas de transporte atuantes na Grande Vitória.

A título de exemplificação, no Sistema Transcol o passageiro paga na roleta o valor de R$4,20, entretanto o Governo do Estado paga as empresas um subsídio R$ 1,39 por cada passageiro transportado, assim a passagem por passageiro é de R$5,59. Além disto, TODAS AS GRATUIDADES SÃO CUSTEADAS pelo Governo do Estado, o que não ocorre no município de Guarapari e desde março/2020 (inicio da Pandemia) as empresas tiveram seus custos com DIESEL pagos pelo Governo do Estado, bem como foi autorizada a extinção dos cargos de cobradores, possibilitando que as empresas equalizassem seus custos, fato este que não ocorreu em Guarapari.

Outro fato, que vem agravando o desequilíbrio financeiro da concessionária, se dá graças a LIVRE ATUAÇÃO DO TRANSPORTE CLANDESTINO DE PASSAGEIROS NESTE MUNICÍPIO, que não cumpre as obrigações legais e não transportam as gratuidades e estudantes, apenas passageiros pagantes e em horários de “pico”.

Apesar disso, a empresa vem, desde o início, adotando as medidas necessárias para manter a prestação adequada do serviço de transporte público, pois essencial para milhares de munícipes.

A recente alteração de tarifa determinado pelo Poder Executivo Municipal se deu apenas em cumprimento da legislação municipal que prevê a necessidade de reajuste anual da tarifa do transporte público, todavia, ainda assim, foi fixada em valor insuficiente para cobrir com os custos operacionais do sistema, que continuam sendo arcados exclusivamente pela concessionária, quando, na verdade, deveriam ser subsidiados pelo poder concedente”.


Com informações da Expresso Lorenzutti



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