China: Shenzhen segue com lockdown total contra a Covid-19

China: Shenzhen segue com lockdown total contra a Covid-19

14 de março de 2022 Off Por Redação Revista do Ônibus

SHENZHEN – Em meio a crise pandêmica mundial, a Covid-19, volta assustar o governo Chinês, que além dos problemas da guerra entre Rússia e Ucrânia, vem tomando atitudes urgentes, isolando totalmente a região de Shenzhen, onde passa obrigar 17,5 milhões de moradores ficarem em lockdown.

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Foto: Divulgação

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Desde o início de 2020, está é a primeira vez que o governo do país asiático passou isolar essa região, temendo que um novo surto de Covid-19, possa atingir muitas cidades e até mesmo outros países, como já ocorreu após o isolamento de Wuhan.

O processo de lockdown em Shenzhen chama atenção de investidores, já que a região é bastante industrializada e sede de empresas como Huawei e Tencent. Por causa da decisão, a Foxconn,
interrompeu as atividades de suas plantas na cidade e, consequentemente, a fabricação de iPhones.
A empresa não especificou a duração da paralisação e disse que realocará a produção para outras fábricas no país. As ações da companhia recuam 2,48% na Nasdaq, a bolsa da tecnologia.

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Transporte paralisado

Em meio ao isolamento em Shenzhen, todo o sistema de transporte da região foi fechado, como o metro e os ônibus, não estão circulando até que o governo chinês adote novas medidas para liberação da população.

O porto de Shenzhen Yantian permanece operando, embora com controles mais rígidos para Covid. As restrições ficam em vigor pelo menos até o próximo domingo, 20 de março.

Autoridades chinesas acreditam que o aumento de infecções em Shenzhen esteja ligado a um surto desenfreado na vizinha Hong Kong, que passou de um punhado de casos para mais de 30.000 em cerca de um mês. Um surto de Covid em Xangai também levou a maioria das escolas a retornar ao
aprendizado on-line e à restrição de viagens para a cidade.

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Ao longo dos últimos dias, os serviços de ônibus de outras províncias foram interrompidos durante o fim de semana. A curva crescente de casos gerados pela variante ômicron, altamente infecciosa, em algumas das cidades e zonas econômicas mais desenvolvidas da China se transformaram em um desafio sem precedentes para a estratégia Covid zero do país.

Até o momento, as autoridades haviam resistido amplamente a medidas mais extremas, como bloqueios nas maiores cidades da China, e confiavam mais em respostas direcionadas. O país ainda não vê uma
fatalidade por vírus desde janeiro de 2021.

Na província de Jilin, que possui 24 milhões de habitantes, o governo Chinês também vem tomando medidas mais duras, já que a cidade que faz fronteira com a Rússia e a Coreia do Norte no nordeste da China.

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As pessoas foram convidadas a não sair ou viajar, principalmente na capital provincial de Changchun e na cidade de Jilin, onde a maioria das infecções foi encontrada. Changchun já estava fechada na semana passada, forçando a Toyota Motor a suspender a operação de sua fábrica lá. A Volkswagen disse na segunda-feira que uma de suas joint ventures chinesas suspendeu as operações em três fábricas na cidade.

Com informações de Agências Internacionais e Veja