Sidnei Piva tem pedido de prisão protocolado no STF

BRASÍLIA – A crise que o Grupo Itapemirim atravessa neste fim de ano, ganhou um novo capítulo, quando na noite desta última terça-feira (21), o ministro Luiz Fux do Supremo Tribunal Federal, recebeu do deputado federal Evandro Romam, do Paraná, um pedido de prisão preventiva contra o dono do Grupo Itapemirim que engloba a Viação Itapemirim que ainda segue em recuperação judicial desde março de 2016 e a Itapemirim Transportes Aéreos – Ita que deixou de operar na última sexta-feira (17), deixando milhares de clientes sem passagens.

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O pedido de prisão ainda envolve também a empresária Camila Valdívia de Jesus, que já foi sócia de Sidnei Piva na Viação Itapemirim, como mostrou o Diário do Transporte.

Por conta dos problemas apresentados no braço aéreo do Grupo Itapemirim, a Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC suspendeu o direito de voar e vender passagens na última sexta-feira (17), aumentando os problemas financeiros do Grupo Itapemirim.

O Procon de São Paulo analisa as reclamações dos passageiros e não descarta uma multa entorno de R$ 11 milhões contra da Itapemirim Transportes Aéreos e o empresário Sidnei Piva. O Procon do Rio de Janeiro deve seguir no mesmo caminho e já estuda a aplicação de uma multa contra a empresa aérea.



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O deputado indica que a “a atual gestão do grupo Itapemirim conduz seus negócios com pouquíssima transparência”

“Diante de todo o exposto, fica cada vez mais claro que a atual gestão do grupo ITAPEMIRIM conduz seus negócios com pouquíssima transparência e parece criar incontáveis entraves fáticos e óbices jurídicos que parecem ter um único fim: impedir o trabalho do MM. Juízo, da administradora judicial e do Ministério Público no curso da recuperação judicial.”

O parlamentar ainda indica em sua petição, possíveis irregularidades cometidas ao longo da gestão da empesa de ônibus que supostamente foram tomadas em parceria com outros envolvidos.

“Pior: as potenciais irregularidades de gestão apontadas ao longo dos anos ganham especial gravidade quando analisadas à luz das fundadas suspeitas de condutas potencialmente criminosas em tese praticadas por SIDNEI PIVA DE JESUS, CAMILA DE SOUZA VALDÍVIA e outros possíveis envolvidos – a exemplo do marido ADIB ALDORGHAN e de ADÍLSON APARECIDO FURLAN, apenas para citar alguns.”

Sidnei Piva retirou R$ 1 milhão do caixa do Grupo Itapemirim quando ITA suspendeu voos, diz jornal - revistadoonibus
Foto: Divulgação

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Ainda segundo o parlamentar, em caso de não decretação da prisão, que a justiça determine como medida cautelar contra Sidnei Piva e Camila Valdívia, como a entrega de passaportes para impedir que saiam do País.

Ainda que Vossa Excelência não entenda ser o caso de representar pela prisão preventiva de SIDNEI PIVA DE JESUS e/ou de CAMILA DE SOUZA VALDÍVIA, a decretação de medidas cautelares diversas previstas no art. 319, do Código de Processo Penal, se mostra absolutamente possível e recomendável, especialmente quando há fortes indícios de que eles se valem de atividade de natureza econômica ou financeira para a prática de possíveis infrações penais. Em especial, pugna-se pela proibição de ausentarem-se do país mediante entrega de seus passaportes, pelo menos até que todas as possíveis irregularidades de gestão marcada por suspeitas desde 2017 tenham sido devidamente esclarecidas e sanadas, e as apurações em sede de inquéritos policiais tenham sido concluídas.

De acordo o Diário do Transporte, Piva tem negado as supostas irregularidades e diz que acusações tratam-se de perseguição.

Com informações do Diário do Transporte



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