Rio: Prefeitura não recebe propostas para a licitação da bilhetagem eletrônica

Rio: Prefeitura não recebe propostas para a licitação da bilhetagem eletrônica

7 de dezembro de 2021 Off Por Redação Revista do Ônibus

RIO – A batalha entre o governo municipal e os empresários do transporte da cidade do Rio de Janeiro, deve ter uma longa duração. O novo modelo de bilhetagem eletrônica dos ônibus proposto pela Prefeitura do Rio, não recebeu propostas nesta terça-feira (7). Lançada em agosto, a licitação para a implantação do novo sistema na cidade deverá ficar para o primeiro trimestres de 2022.

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De acordo com a gestão do prefeito Eduardo Paes, o objetivo era contratar uma nova empresa para que pudesse substituir o modelo atual de cobranças que é feito pela empresa Rio Card, que é ligada a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro – Fetranspor, que já teve seu nome envolvido em denúncia de recebimento de propinas de agentes públicos.

Vale lembrar que o atual esquema de bilhetagem eletrônica que é fornecido pela empresa Rio Card, começou a funcionar na primeira gestão do prefeito Eduardo Paes. A Prefeitura do Rio, informa que esse processo é pouco transparente e que acabou levando o setor ao colapso.

A administração municipal, informou que o editar deverá passar por adaptações antes de ser publicado novamente e que a gestão do prefeito Eduardo Paes, deverá retomar os debates com os empresários do setor, porém, não informou datas.

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Na proposta da prefeitura, o valor pago no cartão iria para um sistema administrado por uma empresa independente. A empresa repassaria os valores à prefeitura, descontados o custo da operação.

Em seguida, o município ficaria responsável por pagar às empresas de ônibus pela quilometragem rodada. O modelo não considera o número total de passageiros.

Caso a empresa tenha poucos passageiros em determinada linha de ônibus, o município teria que continuar pagando às empresas e elas não teriam prejuízo, como alegam atualmente. Se muita gente usar esse tipo de transporte, o lucro ficaria com a prefeitura.

A atual gestora do serviço de bilhetagem eletrônica dos ônibus do Rio, a empresa Riocard, foi impedida de participar da atual licitação por decisão da Justiça, que aceitou um pedido da Procuradoria do Município do Rio de Janeiro.

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Reclamações dos ônibus surgem todos os dias

Em meio ao impasse e a falta de investimento no setor, o passageiros que é cliente da prestação do serviço que é o transporte coletivo municipal, segue mostrando os problemas que são enfrentados diariamente, divulgando-os através das redes sociais e também em grupos de mensagens por aplicativos.

Entre as reclamações mais feitas pelos clientes do transporte municipal de passageiros, está a falta de linhas, veículos em péssimas condições de operar, apresentando inúmeros problemas e a superlotação nos ônibus.

O site que acompanha a intervenção da prefeitura no BRT mostra uma queda no número de ônibus articulados nos últimos dias. No dia 26 de novembro, eram 204 ônibus circulando na cidade. Nesta terça-feira (7), esse número caiu para 195.

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Prefeitura se manifesta

A Prefeitura do Rio de Janeiro, que ainda mantém a intervenção no BRT RIO, informou que está utilizando ônibus convencionais para atender o aumento de demanda e que o problema do BRT só poderá ser resolvido depois da nova licitação, quando se aguarda a chegada de ônibus ônibus articulados.

Segundo a prefeitura, além de serem reservas, os que não circulam passam por manutenções de rotina.

RioCard se posiciona

A Riocard informou que considera um erro a decisão da prefeitura de não permitir sua participação na licitação. A empresa disse também que apoia a proposta apresentada no edital que exige a contratação de uma auditoria independente para dar total transparência à bilhetagem eletrônica e reafirma que está aberta ao diálogo com o poder municipal para promover as melhorias que sejam necessárias para a evolução contínua do sistema.

Com informações da Prefeitura do Rio, Riocard e TV Globo