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RO: Atoleiro da BR-319 atrasa viagens entre Manaus e Porto Velho

PORTO VELHO – A viagem entre Manaus e Porto Velho pela conhecida BR-319 segue complicada, principalmente no trecho conhecido como o trecho do meio, que não é pavimentado, gerando um grande atoleiro em épocas de chuva. Centenas de pessoas que precisam fazer a ligação entre as duas capital, chegam a demorar quase dois dias, podendo chegar até três dias de viagem, por conta dos atoleiros na rodovia.

RO: Atoleiro da BR-319 atrasa viagens entre Manaus e Porto Velho- revistadoonibus
Foto: Arquivo Pessoal – Divulgação

Nos últimos dias, diversos ônibus, carros e caminhões que faziam o transporte de produtos e suprimentos entre as duas capitais, ficaram dois dias isolados no meio da mata, em um local a 200 quilômetros da área urbana de Porto Velho.

Entre os passageiros presos no ônibus atolado estão a esposa e o filho de 6 anos do representante de vendas José Carlos, que contou ao g1 estar sem notícias da família desde a quinta-feira (2).

“Eu fui atrás de notícias da minha esposa e filho, porque eles não chegavam em Porto Velho, nem mandavam mensagem, nem nada. Eu fui na empresa, aí me passaram as fotos e a situação do pessoal na estrada. Perguntei se minha família está se alimentando, e eles disseram que ‘todos estão se ajudando'”, contou.

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Foto: Reprodução de Redes Sociais

O local onde o ônibus está atolado fica a cerca de 300 quilômetros de Porto Velho, próximo da Comunidade Realidade, no Amazonas. Este ponto é um dos mais críticos da BR, pois é onde inicia a estrada de terra e, por causa das chuvas, formam-se vários atoleiros.

O ônibus com a família de José Carlos e mais algumas carretas ficaram impossibilitados de seguir viagem.

Como no local não há sinal de telefone, José precisou ir até a empresa de transporte rodoviário, responsável pelo ônibus, para ter notícias da família.

Máquinas para ajudar a desatolar os veículos e mantimentos, como água e comida, foram levados ao local neste último sábado (4).

Equipes da Associação Amigos da BR, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea) e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – Dnit, estavam empenhados para fazer o resgate das pessoas que estavam presas no atoleiro.

As melhorias na rodovia federal, segue há décadas esbarrando em uma grande oposição e entidades ambiental nacionais e também internacionais que alertam que com a pavimentação da rodovia, irá aumentar consideravelmente o desmatamento na Amazônia, assim como a ocupação de áreas protegidas e a invasão de reservas indígenas.

Com informações da Rede Amazônica e Redes Sociais

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