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BH: Empresários do transporte querem que frota de 460 ônibus com mais de 10 anos de uso, siga em operação

BELO HORIZONTE – Para não perder dinheiro com uma possível renovação da frota de ônibus urbanos, os empresários do transporte municipal de Belo Horizonte, solicitaram à Justiça a inclusão de até 460 ônibus com mais dez anos de uso, possa seguir em operação na capital mineira, indo contra o contrato de concessão.

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A Prefeitura de Belo Horizonte informa que o contrato firmado com as empresas de ônibus, todos os coletivos urbanos que completam dez anos de utilização, precisam deixar a operação municipal. A briga judicial segue com alegação dos empresários de que no momento não estão com condições de adquirir novos ônibus, devido ao baixo número de passageiros pagantes em circulação na cidade.

O governo municipal ordenou recentemente que as empresas de ônibus que operam as linhas municipais de Belo Horizonte, façam a recomposição de suas frotas e que mantenham a mesma quantidade de ônibus circulando na cidade que estava sendo utilizada antes da pandemia.

Para tentar atender a solicitação da administração municipal, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros – SetraBH, entrou com ação judicial. Antes do início da pandemia da Covid-19, a cidade de Belo Horizonte, contava com a circulação de 2.858 ônibus. Segundo o governo municipal, atualmente, segue circulando apenas 2.398 coletivos, ou seja, menos 460 coletivos.

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A entidade que representa as empresas de ônibus, afirmou que por causa da crise provocada pelo novo coronavírus, as empresas tiveram redução nos lucros e as fabricantes de ônibus também não estão com estoque para vender os veículos. Por isso, a recomposição da frota com veículos novos seria inviável. A utilização de ônibus mais velhos seria uma forma “emergencial” de atender a demanda dos passageiros.

“O Setra-BH esclarece que a solicitação de recomposição de frota, utilizando veículos, ainda em uso e em perfeito estado de conservação e operação, e tenham ou venham completar, nos próximos meses, 10 anos de uso, foi a alternativa encontrada pela entidade para atender uma necessidade emergencial do sistema que deverá ter um aumento de passageiros, com a aplicação da segunda dose no restante da população em outubro/novembro”, justifica.

“Estas incertezas também estavam presentes em todos os setores, inclusive no setor automobilístico que, inclusive, no atual momento, sofre com a escassez de semicondutores (“chips”) afetando drasticamente sua capacidade produtiva”, pontua.

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Os empresários afirmam que os coletivos mesmo com 10 anos ou mais de utilização, ainda seguem adequados para a utilização. “Tanto é verdade que os veículos do Move podem operar com até 12 anos. No Metropolitano, os convencionais podem operar por até 15 anos. E no rodoviário, com até 20 anos”, descreveu o Setra-BH.

“A ação judicial é uma imperiosa necessidade, tendo em vista que a BHTrans determinou a retirada de 160 veículos que acabaram de completar 10 anos de “vida” das operações de Belo Horizonte, fazendo reduzir a frota disponível em um momento que a demanda começa a, gradativamente, se recuperar”, informou o Setra.

Ainda não há uma data para que ação solicitada pelos empresários seja julgada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais.

A Prefeitura de Belo Horizonte ainda não se manifestou sobre a solicitação dos empresários, até a publicação desta reportagem.

Com informações da Band News FM, O Tempo e Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros – SetraBH.


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