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Rodoviários de Palmas suspendem paralisação

PALMAS – Os rodoviários de Palmas decidiram em suspender ao menos por 30 dias, período em que a categoria deve estar discutindo as demandas. A suspensão ocorreu através de um acordo durante uma audiência de conciliação realizada na tarde desta última segunda-feira (27). As próximas negociações devem ser feitas com mediação do Ministério Público do Trabalho.

Rodoviários de Palmas suspendem paralisação - revistadoonibus

Os ônibus já retornaram a operação municipal no início da manhã desta terça-feira (28). Ao longo da manhã desta última segunda-feira (27), os moradores de Palmas que precisavam se deslocar pelos bairros da cidade através dos ônibus, encontraram estações e pontos de ônibus lotados, causando com isso aglomerações de passageiros, aumentando com isso a possibilidade de contágio pelo novo coronavírus.

A categoria reivindica a redução do período de intrajornada e o reajuste de salário referente aos dois últimos anos, cujo percentual acumulado seria de 10,22%.

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Confira os principais pontos do acordo firmado entre o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transportes Rodoviários e Operadores de Máquinas do Estado do Tocantins – Simtromet e o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros – Seturb:

  • A greve será imediatamente suspensa a partir da zero hora do dia 28/9/2021, garantida até a meia-noite de hoje o percentual mínimo de 50%, inicialmente prometido pelo sindicato laboral;
  • As empresas comprometem-se a não descontar o salário dos trabalhadores que tenham aderido à greve no dia de hoje, sem prejuízo de ajustarem compensação de horas ou outra negociação com o sindicato laboral;
  • As categorias aceitam uma trégua de 30 dias, sem greve e com o retorno à mesa de negociação, com a mediação do Ministério Público do Trabalho, como já agendado para o dia 30/9/2021;
  • A mesa de negociação examinará as propostas da presidência e do Ministério Público do Trabalho apresentadas nesta data, sem prejuízo dos demais encaminhamentos necessários ao bom termo das tratativas, inclusive quanto às cláusulas de conteúdo econômico que as categorias já iniciaram pré-acordo;
  • Em não havendo acordo entre as partes perante o Ministério Público, o sindicato laboral estará liberado para promover Dissídio Coletivo Normativo perante o Tribunal, dispensada qualquer intervenção desta Corte para a validade do acordo, em sendo acertado, como convenção coletiva entre as categorias;
  • No caso de ajuizamento de Dissídio Coletivo Normativo, após expirado o prazo de 30 dias para mediação, será havido como dado o “mútuo acordo” exigido pelo art. 114, § 2º, da Constituição Federal;
  • O Município de Palmas buscará viabilizar os repasses prometidos para permitir a plena negociação entre as partes, no prazo de 15 dias; e
  • No caso de persistência do estado de greve, ou sua deflagração antes de decorrido o prazo de 30 dias estabelecido, o sindicato patronal poderá considerar o descumprimento do presente acordo para definição de penas a serem fixadas pelo Tribunal.

O prazo de 15 dias para fazer o repasse referente aos subsídios das passagens – valor que seria utilizado para pagar o reajuste dos motoristas – foi informado pela própria prefeitura na semana passada.

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Com informações da Prefeitura de Palmas e Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transportes Rodoviários e Operadores de Máquinas do Estado do Tocantins – Simtromet


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