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São Paulo: Justiça impede Itapemirim de usar recursos de leilões para utilizar em Cia Aérea, diz jornal

SÃO PAULO – A briga judicial entre a direção do Grupo Itapemirim e parte de seus credores ao longo da recuperação judicial que envolvem a empresa de ônibus e também a nova cia aérea, ganhou um novo capítulo. De acordo com reportagem de O Globo desta última sexta-feira (6), a justiça de São Paulo proibiu o uso dos recursos provenientes da venda de ativos da recuperação judicial da empresa de ônibus, para que sejam utilizados na cia aérea, batizada de Ita Transporte que atualmente opera com apenas quatro aviões. A nova cia aérea do Grupo Itapemirim, precisou inclusive realizar alterações em sua malha, antes mesmo de entrar em operação, gerando desconfiança do mercado e de muitos passageiros.

São Paulo: Justiça impede Itapemirim de usar recursos de leilões para usar em Cia Aérea - revistadoonibus

Depois que o antigo antigo BicBanco, que hoje atende pelo China Construction Bank Brasil, solicitou um pedindo ao juiz da recuperação judicial da Viação Itapemirim que destitua o empresário Sidnei Piva da administração da empresa, como informou a reportagem da Revista Veja, publicada no dia 28 de maio, após a criação da nova empresa aérea batizada de Ita Transportes, ligada ao Grupo Itapemirim, ter segundo o banco, onde o empresário teria desviado recursos da empresa de ônibus, obtidos com a venda de ativos, para criar uma companhia aérea, sem a aprovação prévia dos credores, novos credores já pedem a destituição de toda a direção da Itapemirim.

A briga judicial entre os credores e a direção do Grupo Itapemirim está mostrando que a batalha jurídica deve seguir pelos próximos meses.

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De acordo com a reportagem de O Globo, o plano de recuperação do Grupo Itapemirim deve destinar 80% dos recursos da venda de ativos para o pagamento de credores, o que não vem ocorrendo. Além do antigo BicBanco, que hoje atende como China Construction Bank Brasil, outros investidores seguem cobrando transparência da direção do Grupo Itapemirim.

Uma reportagem do Valor Econômico, publicada no dia 21 de julho, informa que ao menos três grupos de credores, no qual estão o Banco Mercantil e um Fundo de Investimentos, seguem acusando a empresa pelo uso inapropriado dos recursos da empresa de ônibus em outros negócios, como a criação da nova cia aérea.

Alguns desses credores afirmam que a direção da Viação Itapemirim supostamente não estaria destinando 80% da receita dos leilões dos imóveis e de vários ônibus para a realização do pagamento das pendências da recuperação judicial que ainda segue. Ao invés disso, segundo a reportagem do Valor Econômico, os investidores dizem que o dinheiro estaria sendo usado para fazer caixa para a Itapemirim Transportes Aéreos – ITA. A informação, inclusive foi revelada pelo novo CEO da Itapemirim Transportes Aéreos, que deu uma entrevista ao canal ASA no dia 11 de julho de 2021, que é especializado no transporte aéreo de passageiros.

De acordo com o administrador judicial da recuperação do Grupo Itapemirim, a EXM Partners, foram arrecadados até o momento R$ 99 milhões com a venda dos ativos e que a empresa já pagou cerca de R$ 30 milhões a credores e a conta dos pagamento soma o valor de R$ 78 milhões.

Vídeo: Venda de ônibus da Viação Itapemirim ajudou no aporte da cia aérea ITA Transportes, diz site - revistadoonibus

Mudanças no cenário jurídico

Em meio a batalha judicial, a Viação Itapemirim, conseguiu nesta última quinta-feira (5), reverter a situação, já que a Justiça de São Paulo voltou a permitir, temporariamente, que o dinheiro os leilões de bens do Grupo Itapemirim, possam ser usados no financiamento da nova cia aérea. A decisão de segunda instância ainda segue sendo alvo de reclamações dos credores.

A decisão do mês passado obrigava o depósito dos valores levantados numa conta judicial, sob alegação de que o plano de recuperação não está sendo cumprido, o que a Itapemirim nega. O novo ofício, assinado pelo desembargador Eduardo Azuma Nishi, suspende tal decisão e desbloqueia os recursos até que a administradora judicial apresente novo documento detalhando os montantes a serem restituídos às partes credoras, resolvendo a disputa entre as partes.

Depois que a administradora judicial apresentar o novo cálculo, uma nova decisão deve ser tomada pela justiça, a qual pode ser novamente desfavorável ao Grupo Itapemirim, como informou o portal Aeroin, que acompanha a situação da cia área do Grupo.

O Grupo Itapemirim informou que segue em dia com o plano de recuperação judicial.

Acompanhe as notícias do Grupo Itapemirim aqui

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