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CPI da BHTrans: Empresa investigada por suspeita de participar de cartel de ônibus teria feito o projeto do Move

BELO HORIZONTE – O Ministério Público de Contas que é responsável por elaborar as propostas das concessionárias de ônibus municipais de Belo Horizonte durante a licitação de 2008, informa que a empresa Tecnotran é apontada por investigações do próprio órgão, por irregularidade na época que foi contratara pela Prefeitura da capital mineira, através da BHTrans para elaborar os estudos técnicos e projetos executivos para a implantação do sistema Move na Avenida Antônio Carlos e na Cristiano Machado.

CPI da BHTrans: Empresa investigada por suspeita de participar de cartel de ônibus teria feito o projeto do Move - revistadoonibus
Foto: Prefeitura de Belo Horizonte – Divulgação

De acordo com a CPI da BHTrans, que segue com os trabalho de investigação sobre as irregularidades no transporte público de Belo Horizonte, Daniel Marx Couto, seria o elo entre a BHTrans e a empresa Tecnotran, já que antes de o mesmo estar trabalhando a empresa que gerencia o trânsito da capital, teria sido funcionários da Tecnotran. O que passou chamar a atenção dos vereadores, foi o fato de Daniel ter sido licenciado do cargo de diretor pela prefeitura, há duas semanas, após suspeitas de fraudes na auditoria da Maciel Consultores virem à na tona.

Segundo informações dos parlamentares da CPI da BHTrans, a contratação da Tecnotran que seria a empresa responsável pelos estudos técnicos e projetos executivo do Sistema Move na Antônio Carlos, teria ocorrido em abril de 2009, um ano após o contrato de concessão do transporte público de Belo Horizonte.

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Foto: Reprodução de TV

A Prefeitura de Belo Horizonte publico em janeiro de 2010, o extrato no Diário Oficial do Município, onde informava a duração do contrato, de nove meses com um custo de R$ 1,3 milhão. A BHTrans, informou a CPI que quatro empresas participaram do processo de licitação. Já na primeira etapa, três – Logit, Tectran e Tecbus – foram consideradas inabilitadas pela Comissão Permanente de Licitação. Restou apenas a Tecnotran, que acabou prestando o serviço.

Por outro lado, no site da empresa Tecnotran, consta que o projeto foi dividido em quatro etapas, desde levantamento e coleta de dados e até a configuração da rede de transporte para o BRT, com definição das linhas troncais principais e secundárias, linhas alimentadoras e das linhas que não operam no corredor.

Segundo a BHTrans as outras propostas foram da Planum, no valor de R$ 805,4 mil; Consórcio Sinergia – Contécnica, no valor de R$ 910,7 milhões e a Tectran, no valor de R$ 939,3 milhões.

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Foto: Reprodução de TV

Para o Move da Cristiano Machado, os estudos técnicos e projetos executivos também foram divididos em quatro etapas, segundo informações no site da Tecnotran. A empresa foi responsável por configurar a rede de transporte para o sistema BRT, com definições das linhas troncais principais e secundárias, além das alimentadoras e as que não operam no corredor.

A prestação de consultoria para o BRT da Cristiano Machado é uma das provas que constam na fase III do inquérito do Ministério Público de Contas. No inquérito, há um e-mail com marcação de uma reunião no dia 19 de abril de 2011 para apresentação da proposta e menciona André Barra, proprietário da Tecnotran, como informou a TV Globo Minas.

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Foto: Reprodução de TV

A empresa Tecnotran e André Barra ainda não se manifestaram sobre o assunto até a publicação reportagem. Daniel Marx Couto não foi localizado.

Com informações da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Ministério Público de Contas e TV Globo

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