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Vídeo: Manifestação em Bogotá afeta o sistema de transporte Transmilenio

BOGOTÁ – Moradores realizaram uma manifestação nesta quarta-feira (7), contra as ações do governo do presidente Iván Duque Márquez, que acabou sendo denunciado inclusive pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos – CIDH, também nesta data a resposta “desproporcional” e “letal” das forças estatais colombianas aos protestos que eclodiram em 28 de abril contra o governo, após uma visita extraordinária ao país.

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Foto: Reprodução de Redes Sociais

Na noite de hoje, vários ônibus Sitp foram vandalizados como mostra as imagens que estão sendo transmitidas nas redes sociais de moradores na cidade de Usme, em Bogotá. Os confrontos continuam na área e o clima segue tenso. O serviço de transporte Transmilenio, informou que devido ao protesto na região quatro ônibus acabaram sendo alvo de vandalismo e que dois desses veículos, acabaram sendo retidos por manifestantes.

A prefeita de Bogotá, Claudia López, assegurou que realizou diversos encontros com a ‘Primeira Linha’ e que os jovens lhe disseram que protestarão no dia 20 de julho em Bogotá.

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Foto: Reprodução de Redes Sociais

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos – CIDH apresentou um relatório de 48 páginas com as denúncias de violações de direitos humanos recolhidas durante sua visita à Colômbia entre 6 e 10 de junho em meio a uma grave crise causada pelo descontentamento com o governo de Iván Duque.

“A Comissão constatou que repetidamente, em várias regiões do país, a resposta do Estado foi caracterizada pelo uso excessivo e desproporcional da força. Em muitos casos, a ação incluiu força letal”, disse a presidente da CIDH, Antonia Urrejola, durante um conferência de imprensa virtual em Washington.

Depois de ouvir mais de 500 pessoas, a CIDH recomendou ao Estado colombiano respeito ao direito de manifestação, a “cessação imediata do uso desproporcional da força”, separação da polícia do Ministério da Defesa, além de “abster-se de proibir de forma generalizada bloqueios de estradas como forma de protesto”, proteger jornalistas que são alvos frequentes de ataques, indenizar as vítimas, entre outras sugestões.

O presidente Duque garantiu que “respeita os protestos pacíficos”, mas não os “atos de vandalismo, atos de terrorismo urbano de baixa intensidade, bloqueios de estradas”.

“Ninguém pode recomendar que um país seja tolerante com atos de criminalidade”, disse o presidente conservador em Bogotá.

Bloqueios de estradas

O relatório da CIDH inclui as denúncias do governo sobre “infiltrações de terceiros armados nos protestos”.

Segundo autoridades, grupos dedicados ao tráfico de drogas e ao Exército de Libertação Nacional (ELN), última guerrilha reconhecida no país, se camuflam entre os manifestantes para gerar o caos.

Quanto aos bloqueios de estradas, o governo insistiu em rejeitá-los, por colocar “em risco a vida, a saúde e a subsistência dos cidadãos”.

A CIDH recomendou avaliá-los “caso a caso, garantindo a coexistência entre o exercício do direito humano de protestar e os direitos fundamentais de terceiros”.

O relatório também destaca denúncias sobre ataques a mulheres, indígenas, afrodescendentes, minorias LGTBI e recomenda um “diálogo efetivo e inclusivo” para sair da crise.

A CIDH “observou com grande preocupação a existência de um clima de polarização (…) que se manifesta em discursos estigmatizantes” que às vezes “partem de autoridades públicas”, acrescentou.

A organização mais conhecida das mobilizações suspendeu os protestos até 20 de julho, embora persistam marchas menos lotadas com outras lideranças.

Os manifestantes exigem um Estado mais solidário para lidar com os estragos econômicos decorrentes da pandemia, a pobreza (42%) e o desemprego (16,6).

Com informações de Agências Internacionais e Redes Sociais

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