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Rio: Transportes Campo Grande e Viação Penha Rio entram com pedido de recuperação judicial

RIO – Mais duas empresas de ônibus que operam linhas municipais na cidade do Rio de Janeiro, entraram com pedido de recuperação judicial. Nesta última quarta-feira (23), as empresas Transportes Campo Grande e Viação Penha Rio, entraram com pedido no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro – TJRJ. Segundo informações do documento do pedido de recuperação judicial, ambas as empresas que operam linhas na zona oeste do Rio de Janeiro, seguem atravessando uma intensa crisa financeira, agravada, principalmente pela pandemia da Covid-19.

Rio: Transportes Campo Grande e Viação Penha Rio entram com pedido de recuperação judicial - revistadoonibus

A crise financeira que afeta as empresas de ônibus já fez ao menos desde 2015, 16 empresas fechassem as portas, causando a demissão de milhares de funcionários, sendo duas ao longo da pandemia. Ao todo, oito empresas da cidade entraram em recuperação judicial.

A direção das empresas Transporte Campo Grande e Viação Penha Rio, alegam que as gratuidades compulsórias carecem de qualquer contrapartida a elas, bem como diante da forte concorrência com transportes ilegais e demandas impostas pela Prefeitura do Rio que comprometem o fluxo de caixa das companhias.

“A Prefeitura do Rio de Janeiro infelizmente anda na contramão do que tem sido feito por outras prefeituras de grandes cidades do nosso país. Agora são mais duas empresas em recuperação judicial. Ao todo já são oito, duas já encerraram as atividades direto durante a pandemia e a crise que o sistema vem enfrentando só se agrava. A Secretaria de Transporte sabe quais são as solução que têm que ser adotadas e sabe que toda a solução que tem que vir para ontem”, disse o porta-voz do Rio Ônibus, Paulo Valente.

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Segundo ele, o sistema não tem condições de sobrevivência sem um aporte de recursos. “Está aí a intervenção do BRT que demonstra isso claramente, só que ficam com um projeto que pode demorar um ano, dois para ser implementado, que é o de ter uma nova bilhetagem, enquanto isso não oferece nenhuma solução para a população. O fato é que se nada for feito imediatamente, em breve outras empresas podem parar e outras vão entrar em recuperação. Quem sai prejudicado disso tudo é a população”, acrescentou.

As duas empresas operam 21 linhas municipais, onde atualmente a Transportes Campo Grande conta com 200 ônibus que atendem 18 linhas, e a Viação Penha Rio possui 50 ônibus urbanos que atendem 3 linhas na cidade do Rio de Janeiro.

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A Prefeitura do Rio, informou através de nota encaminhada pela Secretaria Municipal de Transportes – SMTR, que “cabe ao consórcio a responsabilidade pela operação das linhas e pelo gerenciamento das empresas que integram o grupo. Os itinerários deverão ser supridos para não deixar os usuários desassistidos. O cumprimento do contrato do consórcio com a prefeitura será fiscalizado”.

“A SMTR informa ainda que está focada na preparação da licitação da bilhetagem eletrônica, uma vez que a judicialização das relações e falta de transparência nas informações operacionais e das receitas da operação do sistema de ônibus dificulta ações mais consistente de curto prazo”.

Com informações da Prefeitura do Rio

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