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Belém: Rodoviários da Auto Viação Monte Cristo iniciam paralisação nesta terça-feira

BELÉM – Os funcionários da Auto Viação Monte Cristo, empresa de ônibus que opera diversas linhas municipais em Belém, iniciaram desde o fim da madrugada desta terça-feira (25), uma paralisação das atividades para reinvidar o pagamento de salários, bem como de férias e tickets, que segundo a categoria estão atrasados e não há previsão de pagamento.

Belém: Rodoviários da Auto Viação Monte Cristo iniciam paralisação nesta terça-feira - revistadoonibus

No mês passado, segundo os funcionários, durante uma paralisação, a direção da empresa teria se comprometido a pagar o ticket atrasado, porém, acabou descumprindo o acordo firmado, alegando crise financeira.

“Nós trabalhadores tomamos a iniciativa de cruzar os braços. Estamos parados desde 5h, não tem nenhum carro, a adesão foi de 100%”, afirma o motorista Raimundo José Ferreira, funcionário da empresa há 30 anos.

Por conta da paralisação dos rodoviários da Auto Viação Monte Cristo, as linhas Pedreira Lomas A, Pedreira Lomas B, Sacramenta Humaitá, Providência Ver- o-Peso, Pedreira Nazaré, Sacramenta São Brás, Bernal do Couto estão sem ônibus circulando.

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Crise financeira atinge empresas de ônibus

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém – Setransbel, informou através de nota que reuniu na tarde de segunda (24), com os rodoviários. Na ocasião, o Sindicato das Empresas aceitou parcialmente a proposta do laboral de acordar as cláusulas da convenção coletiva por 12 meses e mantém solução que está em conformidade com a maioria das capitais brasileiras, como, por exemplo, em Natal, Rio de Janeiro e São Paulo, de suspender negociações salariais por seis meses, prazo para que os drásticos efeitos da pandemia sejam amenizados.

Ainda segundo a entidade sindical, as clausulas econômicas e sociais vigentes estariam asseguradas aos profissionais, mas não houve acordo e uma nova reunião está agendada para ocorrer na quarta-feira, 26.

O sindicato afirma que o setor enfrenta a maior crise de sua história, os custos só aumentam, a exemplo do diesel que está 25% mais caro. Além disso, a quantidade de passageiros transportados estaria a 65% do normal, além de a tarifa em Belém estar defasada há 24 meses.

Com informações da Rede Liberal e Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém – Setransbel

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