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Prefeitura do Rio inicia interdição no BRT e planeja a conclusão da Transbrasil

RIO – A Prefeitura do Rio, informou que deu início ao processo de intervenção temporária na operação e gestão do BRT, nesta terça-feira (23). O prefeito Eduardo Paes afirmou, durante coletiva de imprensa, no Centro de Controle Operacional do BRT, na Barra,  que a ação é o primeiro passo de um processo maior de cancelamento da concessão do serviço, o que vai acontecer também  na bilhetagem eletrônica.

“Essa é uma decisão em que estamos tirando o BRT das  concessionárias. Vamos ao longo dos próximos meses preparar a nova licitação, para que possamos ter atores privados que operem esse sistema aportando recursos, com respeito à população, e prestando um serviço de maneira adequada”, garantiu Paes, que estava acompanhado da secretária de Transportes, Maína Celidônio, do subprefeito da Barra, Raphael Lima, e da responsável pela intervenção no BRT, Claudia Secin.

O prefeito disse que não vai haver milagre, com tudo resolvido do dia para noite, mas que, aos poucos, as pessoas vão perceber que o sistema vai melhorar.

“Vamos, ao longo dos próximos meses, fazer com que o BRT seja um exemplo de transporte público de qualidade. Vamos concluir a Transbrasil, estamos definindo detalhes de como ela vai chegar ao Centro. O sistema de BRT vai funcionar e as pessoas merecem ter esse serviço de forma adequada”.

Foto:  Beth Santos – Prefeitura do Rio – Divulgação

Para amenizar a situação caótica de superlotação dos veículos, a Prefeitura colocou 20 ônibus comuns para fazer uma linha eventual, sem parada em nenhuma estação, entre Santa Cruz e Alvorada. Esses veículos passaram a servir à população já na manhã deste primeiro dia de operação.

“Estamos articulando com diversas secretarias ações para melhorias das estações. Hoje, imediatamente, o que a gente conseguiu fazer foi esse serviço eventual, que será mantido até que consigamos fazer a manutenção e trazer os ônibus articulados numa quantidade suficiente para ter um serviço razoável.  O usuário não vai precisar pagar por mais uma perna, tem integração. Estamos confiantes de que vamos trazer um serviço com muito mais qualidade aos cariocas”, afirmou a secretária Maína.

O decreto publicado nesta terça-feira prevê a criação de um Comitê Técnico de Acompanhamento da Intervenção, formado por Secretaria Municipal de Transportes, Procuradoria Geral do Município, Controladoria Geral do Município e Secretaria de Governo e Integridade Pública. Claudia Secin destacou o papel da Prefeitura.

“É importante ter um olhar no detalhe para a gestão. Acho que se a gente atacar com uma manutenção com eficácia de resultado e também manter esse serviço auxiliar eventual que começamos hoje, vamos começar a colocar o BRT no lugar de onde ele nunca deveria ter saído”, constatou Claudia, avisando que a frota do serviço complementar temporário vai aumentar: de 20 para 40 ônibus.

Bilhetagem Eletrônica

Além da intervenção do BRT, a Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Transportes, prepara um processo de licitação para o sistema de bilhetagem eletrônica, para ter gestão e supervisão diretas sobre o sistema no transporte público da cidade (ônibus convencionais, BRT, VLT e vans). Atualmente, a responsabilidade de operação da bilhetagem eletrônica é, por lei (Artigo 8 da Lei nº 3.167/2000), direito e obrigação dos operadores.

Ao assumir o controle da bilhetagem, a Prefeitura pretende dar transparência financeira ao setor e tornar o serviço mais eficiente e inclusivo, com gestão baseada em dados confiáveis. A medida está alinhada às melhores práticas comerciais internacionais de transportes públicos, dá maior poder regulatório ao executivo municipal e possibilita a reestruturação financeira do sistema, tornando-o mais atrativo para investidores.

A Prefeitura já enviou para a Câmara dos Vereadores um projeto de lei que permite ao Município ter esse controle. Na segunda-feira (22/03), a secretária de Transportes, Maína Celidônio, participou de uma audiência pública na Câmara para discutir com vereadores o projeto de lei, prestar esclarecimentos e ouvir propostas sobre a medida.

Com informações da Prefeitura do Rio

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