São Paulo: Toque de recolher de João Doria terá novas restrições. Veja o que muda na capital

São Paulo: Toque de recolher de João Doria terá novas restrições. Veja o que muda na capital

12 de março de 2021 Off Por Redação Revista do Ônibus

SÃO PAULO – Nesta última quinta-feira (11), o governador de São Paulo, João Doria, determinou que todas as atividades administrativas não essenciais no estado de São Paulo terão de funcionar em regime de teletrabalho durante a fase emergencial. A medida vale tanto para empresas privadas quanto para órgãos públicos.

Foto: Reprodução de TV

“Se não conseguirmos implantar as medidas, muita gente vai morrer. Mesmo com o melhor plano de saúde, o empreendedor com muito dinheiro na conta, também vai morrer. Não vai ter leito para todo mundo e os médicos vão ter de optar por quem ocupará os leitos”, afirmou João Gabbardo, coordenador do Centro de Contingência.

De acordo com o governador, a nova fase de restrição para o teletrabalho engloba órgãos públicos e serviços de escritórios e setores que não estão nas atividades essenciais. O objetivo da medida é reduzir sensivelmente a circulação de pessoas no estado para diminuir a circulação do vírus.

Fase ermergencial

O governador João Doria – PSDB anunciou nesta quinta-feira (11) a criação da fase emergencial do Plano SP, uma nova classificação ainda mais restritiva e proibitiva. O toque de recolher foi ampliado e fica valendo entre 20h e 5h. Atividades esportivas coletivas e celebração de cultos religiosos serão suspensas entre os dias 15 e 30 de março.

Restrições ao comércio

Entre as medidas mais restritivas estão a proibição dos chamados serviços de “take away” em restaurantes, quando o cliente vai até o restaurante para pegar sua refeição. Apenas estão liberados serviços de delivery e drive-thru. Lojas de material de construção também serão fechadas pelo governo do estado. O governo também recomendou o escalonamento no horário de trabalho, para evitar aglomeração no transporte público.

A circulação do transporte público segue como antes.

A nova fase do toque de recolher determinado pelo governador, João Doria – PSDB, das 20h às 5h a partir de segunda-feira (15) no estado de São Paulo, terá maior fiscalização do tráfego, com aumento de operações da Polícia Militar nas ruas e a possibilidade de interpelar as pessoas nas ruas e orientar a voltarem para casa, segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública.

O governo de João Doria justifica a medida, afim de conter a propagação da Covid-19 no estado, diante da iminência do colapso do sistema de saúde e do aumento do número de mortes e contaminados. Na segunda-feira, entra em vigor a “fase emergencial” com a suspensão obrigatória de atividades religiosas presenciais, atividades esportivas. O fechamento do comércio de rua, em vigor deste o dia 8, será estendido também a lojas de materiais de construção.

“Eu quero lembrar que nós não estamos fazendo ‘lockdown’, nós estamos fazendo uma fase emergencial. ‘Lockdown’ é a última das últimas medidas, aquela em que você não pode sair de casa em nenhuma circunstância”, afirmou Doria.

Qualquer pessoa poderá ser abordada, mesmo fora de situações de aglomeração.

  • Como é o toque de restrição (em vigor até domingo, dia 14):– Horário: das 20h às 5h
    – Blitz policial e de outros órgãos públicos: Apenas orientações, caráter educativo. Não há multa para circulação em horário restrito.
  • Como será o toque de recolher (em vigor a partir de segunda, dia 15):
    – Horário: das 20h às 5h
    – Blitz: Governo diz que pode orientar que pessoas a voltarem para casa. Não há multa para circulação em horário restrito. Haverá mais pontos de bloqueio, fiscalizações da vigilância sanitária e do Procon, com apoio da polícia.

Durante a coletiva em que anunciou o início da fase emergencial do estado, o secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn, afirmou que a polícia irá mandar para casa quem estiver na rua à noite sem ter motivos legais.

“Para que nós estejamos dificultando que as pessoas estejam nas ruas à noite, as fiscalizações acontecerão. Tanto pela Polícia Civil quanto pela PM, com a realização de blitze educativas, onde as pessoas serão inquiridas para onde estão indo, se trabalham em serviços essenciais, para desencorajar as pessoas a se manterem nas ruas”, disse Gorinchteyn.

Com informações do Governo do Estado de São Paulo