RJ: Niterói e São Gonçalo pode ter paralisação de ônibus em abril se não houver acordo

RJ: Niterói e São Gonçalo pode ter paralisação de ônibus em abril se não houver acordo

4 de março de 2021 Off Por Redação Revista do Ônibus

NITERÓI E SÃO GONÇALO – Os moradores do municípios de Niterói e São Gonçalo, poderão enfrentar no mês de abril, uma paralisação do transporte municipal e intermunicipal, já que o Sindicato dos Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo – Sintronac, voltará com as negociações com os empresários de ônibus da região, que atinge ainda os municípios de Itaboraí, Maricá e Tanguá.

Os rodoviários afirmam que se não houve um acordos com os empresários do transportes, a paralisação é dada como certa em toda região. A categoria reivindica u aumento de 4% no salários, cesta básica de R$ 320, além da instalação de cofres em todos os pontos finais, para o recolhimento do dinheiro das passagens. Além disso, eles pedem a manutenção das cláusulas da atual convenção coletiva; e 2% de comissão para motoristas que exercem a dupla função.

“A diretoria do Sintronac, legítima porta-voz dos rodoviários, entende que a população já está sacrificada demais com as constantes altas nos preços dos alimentos e dos combustíveis. Um reajuste nas passagens de ônibus, portanto, deve ser estudado com muita cautela. Mas a categoria não pode sofrer mais perdas, enquanto autoridades públicas e empresas defendem apenas seus interesses”, informou, o presidente do Sintronac, Rubens dos Santos Oliveira.

“É preciso, portanto, que enfrentemos com coragem a situação caótica do transporte público no estado. Alertamos que, se governos e empresas insistirem no caminho em que estão, o setor voltará à época em que quadrilhas organizadas tomavam conta das ruas das cidades”, continuou o porta-voz da entidade. “Devemos buscar uma alternativa para viabilizar o sistema de transporte por ônibus, único a atender a grande demanda de passageiros municipais e intermunicipais, garantindo, aos rodoviários, seus direitos previstos em Lei. Caso contrário, não restará saída, a não ser os trabalhadores tomarem para si a responsabilidade por uma mudança real, através de seu maior instrumento de pressão, garantido pela Constituição: a greve”, concluiu Oliveira.

Com informações do Sindicato dos Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo – Sintronac