SP: Viação Cometa é condenada na justiça por  por abandonar passageiro em rodovia

SP: Viação Cometa é condenada na justiça por por abandonar passageiro em rodovia

10 de fevereiro de 2021 Off Por Redação Revista do Ônibus

SÃO PAULO – A Viação Cometa que opera diversas linhas intermunicipais e interestaduais foi condenada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a pagar uma indenização de R$ 300 mil por danos morais e como forma de disciplina a dois jovens que tiveram seu pai morto após atropelamento, depois que foi “abandonado” pelo motorista da empresa de ônibus no meio da viagem, deixando o passageiro na Rodovia dos Bandeirantes.

De acordo com TJSP, o fato ocorreu no dia 31 de janeiro de 2013, quando o homem saiu da Rodoviária de Araraquara, juntamente com seus dois filhos e seguia viagem para São Paulo, onde deveria desembarcar no Terminal Rodoviário do Tietê. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (10). 

Durante a viagem, um policial que seguia a bordo do ônibus da Viação Cometa, teria se irritado, devido a vítima estar conversando alto, solicitando que o homem ficasse quieto, ao longo do percurso, o que não teria ocorrido, já que o homem seguia falando alto.

Ainda de acordo com testemunhas, o policial solicitou ao motorista do ônibus, que deixasse ele na rodovia. Seguindo as ordem do agente policial, o motorista do coletivo, parou o veículo e abandonou o homem na rodovia. O mesmo acabou sendo atropelado, não teria resistido aos ferimento e morreu.

Segundo a juíza Cintia Adas Abib, da 3ª Vara Cível de Diadema, do Tribunal de Justiça de São Paulo, a defesa da empresa chegou a argumentar que o passageiro estava embriagado, mas ficou evidente que ocorreu quebra de contrato pelo fato de o motorista ter deixado o passageiro na rodovia. 

“Ademais, a prova oral indica, de forma clara e precisa, o agravamento da reprovabilidade da conduta do preposto da ré, visto que deixou o passageiro, em estado de acentuada vulnerabilidade, em local de previsível e alto risco, ou seja, no acostamento de uma rodovia de alto fluxo de veículos, fato que culminou no seu atropelamento”, diz a sentença. 

Ainda cabe recurso da decisão, que segue em primeira instância.

O Grupo JCA, que é responsável pela Viação Cometa, informou que não faz comentários sobre processo judiciais.