MS: PF realiza operação Viagem Santa e fecha empresa de turismo religioso, diz site

MS: PF realiza operação Viagem Santa e fecha empresa de turismo religioso, diz site

21 de janeiro de 2021 Off Por Redação Revista do Ônibus

DOURADOS – Uma operação da Polícia Federal em conjunto com a Receita Federal, batizada de Viagem Santa, cumpre dez mandados de prisão e 14 de busca e apreensão nesta quinta-feira (21), no município de Dourados. De acordo com a Polícia Federal, o objetivo da operação é desmantelar quadrilha de traficantes de drogas.

Ainda segundo a Polícia Federal, os alvos da operação são proprietários e também funcionários de algumas empresas de viagens e turismo, entre elas, a Euro Tur, conhecida empresa na região, que costuma realizar o serviço de turismo até o Santuário Nacional de Aparecida em São Paulo, bem como viagens para compras na capital paulista. Alguns dos ônibus que transportavam passageiros, também faziam o serviço para transportar farto material entorpecente, como informou a PF.

A operação realizada nesta quinta-feira, é fruto de investigação que começou em dezembro de 2018, quando a Polícia Rodoviária Federal de Dourados recebeu informações sobre o transporte de entorpecentes nos ônibus de turismo que saíam de Dourados, assim como a lavagem de dinheiro ilícito por conta das viagens de turismo realizadas na cidade. As informações foram repassadas a Polícia Federal.

Ao investigar a Prado Tur, a polícia descobriu ligação da empresa com a Euro Tur, uma das maiores empresas de turismo de Dourados. Entre os locais onde os mandados estão sendo cumpridos hoje estão o ponto de embarque da empresa na Rua Onofre Pereira de Matos e a garagem da Euro Tur, na Rua Araguaia, no Jardim Santo André, como informou o Campo Grande News.

Para não chamar a atenção da polícia, os agenciadores responsáveis pelo recrutamento dos passageiros alegavam que um pagador de promessas estava financiado a viagem para Aparecida, por isso as despesas de transporte, alimentação e hospedagem seriam custeadas pelo fiel.

“Na verdade, todos os custos da viagem eram bancados com o lucro da venda da droga que era transportada nos ônibus da organização criminosa”, afirma a PF. O nome da operação faz referência à “estória falaciosa” contada pelos membros da quadrilha a fim de justificar a gratuidade da viagem.

Foto: Reprodução de Youtube

A Polícia Federal informou também, que na operação, estão sendo disponibilizados 86 agentes da Polícia Federal e Receita Federal, no cumprimento dos mandados expedidos. De acordo com o portal Campo Grande News, empresas de ônibus foram fechadas durante a operação da Polícia Federal e Receita Federal.

Ainda segundo a PF, além de Dourados, mandados estão sendo cumpridos em Deadápolis.

A operação fez o o sequestro e bloqueio de R$ 10 milhões referente aos bens móveis, assim como imóveis da organização criminosa e também de valores depositados em contas bancárias dos investigados, que não tiveram seus nomes revelados.

A Receita Federal confiscou 12 ônibus rodoviários avaliados em R$ 11 milhões. A entidade não informou se todos os ônibus pertencem a Euro Tur, ou se há ônibus de outras empresas que foram confiscados.

As 44 ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Criminal de Durados.

Uma operação da Polícia Rodoviária Federal em conjunto com a Polícia Federal, apreendeu em 2019, meia tonelada de pó entorpecente que seguia sendo transportado em um local oculto em um ônibus de turismo. Além dessa apreensão, as investigações seguiam e durante outras duas apreensões, chamou atenção dos investigados, quando descobriram o transporte de quase 400 quilos da erva proibida, em ônibus de turismo que seguiam com passageiros com destino a cidade de São Paulo.

Todas as empresas envolvidas na operação, possuem sede no município de Dourados, no interior do Mato Grosso do Sul.

Para não chamar a atenção das autoridades, os empresários do esquema criaram uma estória, em que o passageiro dizia estar “pagando uma promessa” e por isso tinha a viagem financiada até a cidade de Aparecida (SP), tendo pagas todas as despesas de transporte, alimentação e hospedagem.

No entanto, todos os custos da viagem eram bancados com o lucro da venda da droga que era transportada nos ônibus do grupo criminoso e por isso a operação levou o nome “Viagem Santa”.

“A organização criminosa montou rede de empresas de fachada, para lavar o dinheiro oriundo do tráfico de drogas, além de empresas de transporte de passageiros, cujos veículos eram utilizados para transportar a droga”, afirma a PF.

As empresas envolvidas na Operação da Polícia Federal, ainda não se manifestaram sobre as acusações, até a publicação desta reportagem, podendo ocorrer em breve. O espaço segue aberto para demais esclarecimentos.

Com informações da Polícia Federal e Campo Grande News