Volta ao trabalho nos escritórios registra aumento por ônibus fretados

Volta ao trabalho nos escritórios registra aumento por ônibus fretados

19 de outubro de 2020 Off Por Redação Revista do Ônibus

SÃO PAULO – O mês de setembro registrou o início do retorno gradual aos escritórios, após mais de 6 meses de home office na quarentena, e junto desse retorno, cresceu a busca por transporte fretado entre passageiros comuns e empresas. Ao longo da quarentena, o Fretadão, startup de tecnologia que faz gestão digital de transporte fretado por aplicativo e site, já havia registrado aumento entre 10% e 15% ao mês, na demanda de ônibus fretado por parte das empresas (B2B), e agora registra crescimento também entre os usuários avulsos (B2C). 

Foto: Divulgação

“A aglomeração é inerente ao transporte público,  e por isso, provavelmente, seja um dos locais com maior risco de contágio do novo coronavírus. Isso levou as empresas que não podiam parar sua operação a buscarem por fretados para os seus colaboradores, como medida de segurança e profilaxia, além de minimizar o impacto negativo que inevitavelmente a pandemia traria ao negócios”, informa Antônio Carlos, CEO e cofundador do Fretadão.

Empresas com logística de e-commerce ou com linhas de produção em segmentos da indústria de

alimentação, ou de tecnologia, estão entre os clientes B2B do Fretadão, e são exemplos de companhias que não podiam parar a operação durante a pandemia. Entre os benefícios encontrados pelas empresas, estão as opções de substituir o vale-transporte pelo serviço fretado, com a vantagem de escolher frotas que estejam adequadas às recomendações dos órgãos de saúde e que contemplem rotas que englobam tanto a origem como o destino dos colaboradores. Com a roteirização otimizada, para empresas que já utilizavam fretados, reduziu-se os custos de transporte entre 20% e 40%.

No segmento B2C, dos usuários avulsos, a demanda também aumentou em setembro. Para o Fretadão, na medida que as atividades aos escritórios retornassem, o aumento na procura também aconteceria, levando em consideração o conforto, a segurança e o custo. Por exemplo, quem sai da Zona Sul com destino a Alphaville, reduz em 50% o custo se comparado com o UBER e iguala ao valor cobrado pelo transporte público. O aumento só não iguala ao crescimento de fretados entre as empresas, por conta da lei municipal Zona Máxima de Restrição de Fretados (ZMRF), que impede a circulação dos fretados pela cidade – mas carrega o centro de carros gerando congestionamento.

“Ir ao trabalho de fretado é outra experiência para o usuário. É possível ler, descansar, dormir, ou se for o caso, começar ou continuar o trabalho, sem contar com a redução de despesas se considerarmos a ausência de gastos com manutenção do veículo próprio, estacionamento e combustível, além dos cuidados com higienização dos fretados que não se encontra no transporte público”, complementa Antônio Carlos.