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RS: Justiça do Trabalho irá tratar demissões na Marcopolo em Caxias do Sul nesta segunda-feira

CAXIAS DO SUL – As demissões de funcionários da fabricante de ônibus Marcopolo, devem ser revista na tarde desta segunda-feira (31), como informou o Sindicato dos Metalúrgicos que representa os funcionários, como uma forma de tentar reverter os afastamento na Marcopolo.

O sindicato que representa os funcionários demitidos, informou assim como o Jornal Pioneiro, que uma audiência foi marcada pela Justiça do Trabalho de Caxias do Sul, a partir das 16h.

Na manhã desta segunda-feira (31), o sindicato dos metalúrgicos realizou um protesto na fábrica da Marcopolo no bairro de Ana Rech, em Caxias do Sul, chamando atenção de todos que passaram pelo local.

O número de profissionais que foram demitidos pela Marcopolo em Caxias do Sul, não foi informado pelo Sindicato dos Metalúrgicos, já que há funcionários com menos de um ano empregado, e que segundo a entidade, ainda não teria feito a homologação da demissão sindical.

Os funcionários da Marcopolo, informaram que as demissões começaram acontecer no último dia 20 de agosto, e que continuam com outras demissões. Há uma estimativa, de que mais de 100 profissionais tenha sido demitidos da fabricante de ônibus, que segundo os ex-funcionários, a empresa receberia incentivos para evitar demissões e seguem demitindo.

Marcopolo esclarece ajustes e quadro de funcionários, como podemos ver no comunicado na íntegra abaixo.

No final do mês de agosto a Marcopolo S.A realizou ajustes no quadro de colaboradores de suas duas unidades na cidade de Caxias do Sul.

Desde o início da pandemia do Novo Coronavírus, a Marcopolo vem tomando diversas ações para cuidar da saúde e da segurança dos seus colaboradores, dos familiares e da comunidade. Também foram utilizadas todas as medidas viáveis para preservar os postos de trabalho pelo maior tempo possível, como férias coletivas, feriados estendidos, suspensão dos contratos de trabalho e redução de jornada.

Entretanto, as restrições de mobilidade impostas pelas autoridades para impedir o avanço da pandemia afetaram os negócios de nossos clientes e a demanda por ônibus caiu significativamente em todos os mercados. Como reflexo dessas medidas, a produção total da Marcopolo no 2º trimestre foi 45,7% menor que no mesmo período do ano passado e a queda de receita foi superior a 30%. As perspectivas para o 2º semestre ainda não indicam recuperação substancial do mercado.

Apesar de todos os esforços da Marcopolo para preservar os postos de trabalho, a queda de demanda no segmento de transporte de pessoas torna necessário o ajuste no quadro de colaboradores para podermos manter a empresa funcionando. Acreditamos em uma recuperação gradual de mercado, o que permitirá a recomposição gradativa do quadro, tendo os profissionais dispensados devido à pandemia prioridade para recontratação. 

Com informações do Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul, Jornal Pioneiro e Marcopolo Brasil

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