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Lava Jato: Marcelo Bretas aceita denúncia e Alexandre Baldy vira réu por corrupção

RIO – O Secretario de Transportes Metropolitano de São Paulo, licenciado do cargo, do governo João Doria, Alexandre Baldy, acabou virando reú por corrupção na Justiça Federal do Rio de Janeiro. Baldy foi denunciado neste mês de agosto pela força-tarefa da Lava Jato, onde teria recebido 2,6 milhões de reais em propinas relacionadas a contratos do governo de Goiás e da Fiocruz, fundação de saúde que é vinculada ao governo federal.

O juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal, acabou aceitando a denúncia contra Baldy, nesta última quinta-feira (20). A denúncia segundo Bretas, ainda envolve outras dez pessoas que são suspeitas de integrar o esquema de corrupção. Entre elas está o advogado Rodrigo Sérgio Dias, primo de Baldy e apontado como operador do ex-ministro. Foi pelas mãos de Baldy que Dias ocupou cargos públicos relevantes, como a presidência da Fundação Nacional da Saúde, a Funasa, no governo Michel Temer.

Segundo a denúncia recebida por Bretas, Baldy recebeu propina em três esquemas diferentes de corrupção no governo de Goiás, estado de origem do político, e no governo federal, com o auxílio de seu primo. Além de ter presidido a Funasa, o advogado Rodrigo Dias também comandou o bilionário Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, o FNDE, no ano passado, no governo de Jair Bolsonaro, além de ter sido diretor e conselheiro de estatais de transportes do governo Doria.

Foto: Reprodução de TV

O secretário dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, Alexandre Baldy, pediu licença do cargo depois que foi preso no dia 6 de agosto na Operação Dardanários. Dois dias depois, acabou sendo solto graças a uma liminar do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Ele nega as acusações.

As acusações estão baseadas, principalmente, nas delações premiadas de três empresários, além de mensagens apreendidas em celular e registros de viagens e hospedagens em hotéis. Em uma delas, segundo o MPF, Baldy recebeu 500 mil reais em propina, entre abril e novembro de 2014, para atuar na liberação de pagamentos do governo de Goiás a uma organização social contratada pelo Hospital de Urgência da Região Sudoeste, o Hurso.

Entre 2015 e 2018, conforme a denúncia, Baldy recebeu mais 960,4 mil reais em vantagens indevidas, como uma comissão para favorecer a empresa Vertude em uma licitação da Junta Comercial de Goiás. Essa mesma empresa teria ainda pago 1,1 milhão de reais ao ex-ministro e ex-deputado pelo Progressistas entre 2016 e 2018 para ganhar um contrato na Fiocruz, por meio da atuação do primo de Baldy, que era presidente da Funasa à época.

Com informações do Tribunal de Justiça e Revista Crusué

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