Paralisação de rodoviários de Juiz de Fora segue no segundo dia

Paralisação de rodoviários de Juiz de Fora segue no segundo dia

19 de agosto de 2020 Off Por Redação Revista do Ônibus

JUIZ DE FORA – A cidade de Juiz de Fora segue pelo segundo dia consecutivo com a paralisação dos ônibus que operam as linhas municipais, prejudicando quem mais precisa do transporte. A informação é do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Coletivo Urbano – Sinttro.

Ainda de acordo com o Sinttro, a paralisação ocorreu nenhum ônibus circula em Juiz de Fora nesta manhã de quarta-feira.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Coletivo Urbano – Sinttro, cerca de 3.500 funcionários entre motoristas e cobradores seguem de braços cruzados, deste esta terça-feira (18).

“O movimento teve 100% de adesão. Hoje, todos os funcionários foram dispensados pelos patrões e a expectativa é de manutenção da greve por tempo indeterminado. O sindicato se mantém com diretores na porta das empresas para dar suporte aos trabalhadores”, informou um dos diretores do Sinttro, Marcos Henrique.

O Ministério Público pede que 30% da frota de ônibus devem estar circulando na cidade em caso de paralisação, porém, até às 11h30, o cenário é o mesmo de ontem, ou seja, sem nenhum ônibus circulando na cidade. O sindicato informou que a manutenção da frota mínima não foi aceita pela categoria.

Para tentar atender ao moradores de Juiz de Fora, a prefeitura determinou a circulação de 258 vans escolares para realizar o transporte de passageiros, cobrando o valor da tarifa dos ônibus, que é de R$ 3,75, como forma de evitar os impactos da paralisação dos ônibus.

O sindicato que representa os rodoviários de Juiz de Fora, informou que até a noite desta terça-feira (18), nenhuma empresa de ônibus procurou a entidade, para que pudesse marcar alguma reunião para uma possível negociação.

Os funcionários não aceitaram a proposta das empresas de redução de 50% da carga horária e salarial em acordo coletivo, assim como a suspensão de benefícios.

Empresas de ônibus e governo se manifestam

Em nota, a Associação Profissional das Empresas de Transporte de Passageiros de Juiz de Fora – Astransp, informou que entrou com pedido judicial de dissídio coletivo, que é uma ação ajuizada para solucionar conflitos entre as partes que compõe uma relação de trabalho. O pedido está sob competência e avaliação do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT).

Na manhã desta quarta-feira (19), a Astransp reafirmou que segue tomando todas as medidas administrativas e judiciais cabíveis para a regularização do funcionamento do sistema e pelo fim da abusividade da greve provocada pelos trabalhadores, especialmente para que o Sinttro cumpra com a legislação, respeitando as normas de garantia mínima de funcionamento do serviço essencial de transporte coletivo, mesmo em estado de greve.

A Prefeitura de Juiz de Fora se manifestou através da Secretaria de Transporte e Trânsito – Settra, onde confirmou que segue “monitorando e tomando todas as medidas jurídicas cabíveis para que o o transporte coletivo volte a circular e atender à população”.

Com informações da Prefeitura de Juiz de Fora, Associação Profissional das Empresas de Transporte de Passageiros de Juiz de Fora – Astransp e Tv Integração