Bertioga: Rodoviários não aceitam proposta de empresa de ônibus e mantém paralisação

Bertioga: Rodoviários não aceitam proposta de empresa de ônibus e mantém paralisação

18 de agosto de 2020 Off Por Redação Revista do Ônibus

BERTIOGA – Os funcionários da Viação Bertioga, empresa que é responsável pelo transporte de passageiros da cidade localizada no litoral norte de São Paulo, passaram rejeitar a proposta que foi apresentada pela empresa de ônibus e com isso, seguem com a paralisação dos ônibus.

A circulação dos ônibus municipais de Bertioga, segue operando com a frota reduzida, com 80% dos ônibus circulando em horário de pico e 60% nos demais horários, como forma de não deixar a população sem o transporte, já que se trata de um serviço essencial.

O Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários de Santos, informou que desde o 5º dia útil de agosto, os motoristas não recebem o pagamento do salário, referente ao mês de julho, e cestas básicas. Na quarta-feira (12), houve uma reunião entre o sindicato e a empresa, na qual ficou acordado que, caso a Viação não realizasse o pagamento até sexta-feira (14), os motoristas entrariam em greve.

O Tribunal Regional do Trabalho concedeu uma liminar que permite a greve conforme as seguintes regras: circulação de 80% da frota em horários de pico, sendo das 7h às 9h e das 16h às 19h, e 60% nos demais horários. A população deveria ser avisada previamente à respeito da paralisação parcial.

De acordo com os funcionários da Viação Bertioga, como a direção da empresa não conseguiu efetuar o pagamento, nesta segunda-feira (17), os motoristas iniciaram a greve por tempo indeterminado. Parte dos ônibus não saíram para atender a população, seguindo as regras da liminar.

Segundo Emílio Carlos Américo, diretor do Sindicato, a empresa apresentou uma proposta na tarde desta segunda-feira, mas os trabalhadores rejeitaram em assembleia.

“A proposta era de fazer o pagamento até o dia 30 deste mês, o salário e a cesta básica. Os trabalhadores desejam que a empresa pague tudo e a vida volte ao normal. Enquanto a empresa não regularizar a situação vamos seguir com a greve e cumprindo a liminar“, disse Américo.

Uma audiência de conciliação foi marcada para a próxima quinta-feira (20), às 15h, entre a empresa e o sindicato.

Viação Bertioga se manifesta

A Viação Bertioga emitiu uma nota sobre a paralisação, onde informa que perdeu 1.141.700 passageiros no período de janeiro a junho de 2020 comparando com o mesmo período do ano passado. Analisando o mês de junho de 2020, a perda de passageiros comparada com o mesmo mês do ano passado foi de 74%.

A empresa afirma ainda que além da pandemia, há a situação do transporte clandestino de passageiros em Bertioga, um serviço ilegal que atua de forma predatória trazendo enorme desequilíbrio econômico e financeiro.

Além disso, não houve reajustes de tarifas. A Viação Bertioga explica que tem protocolado, desde dezembro de 2019, pedidos para reajuste que, apesar de ter parecer favorável da comissão, até agora não ocorreu. Outro pedido também foi enviado ao prefeito de Bertioga sobre o desequilíbrio do contrato vigente em razão da pandemia, mas até agora não houve resposta.

A empresa ainda disse que não desligou nenhum funcionário durante a pandemia que não fosse em razão de justa causa. Atualmente, 60% do salário que deveria ser pago no quinto dia útil e uma parte da cesta básica estão atrasados. E, diante da situação, foi marcada uma audiência com o TRT por conta da greve

Com informações da Prefeitura de Bertioga e TV Tribuna