Empresários da Viação Costa Verde são alvo da Operação Laja Jato no Rio por suposto pagamento de propina a políticos

Empresários da Viação Costa Verde são alvo da Operação Laja Jato no Rio por suposto pagamento de propina a políticos

30 de julho de 2020 0 Por Redação Revista do Ônibus

RIO – Uma Operação da Polícia Federal e do Ministério Público, ocorrida na manhã desta quinta-feira (30), cumpriu mandados de busca e apreensão na sede da Viação Costa Verde, na Zona Norte do Rio de Janeiro, no âmbito da Operação Ponto Final, que é um desdobramento da Operação Lava Jato, no Rio de Janeiro, como informou a Rádio Tupi FM.

De acordo com a emissora, os donos da Viação Costa Verde seguem sendo investigados por um suposto esquema de pagamento de propina para políticos ligados ao transporte público fluminense.

A ação foi expedida pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e são cumpridos mandados de busca e apreensão no bairro de Bonsucesso, na Zona Norte do Rio de Janeiro e também no município de Paraíba do Sul, no interior do estado, na residência de Rogério Onofre, ex-presidente do Detro, suspeito de receber R$ 44 milhões.

Todo o material que foi recolhido na garagem da Viação Costa Verde, no bairro de Bonsucesso, seguiu encaminhado para o prédio da sede da Polícia Federal, que está localizado no bairro da Praça Mauá, na Zona Portuário do Rio de Janeiro.

Foto: Reprodução de Youtube

A Polícia Federal informou que o esquema envolvendo empresários do transportes teria movimentado cerca de R$ 260 milhões, e acontecia sempre que as tarifas das passagens de ônibus eram alteradas.

Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre prisões.

A Viação Costa Verde ainda não se manifestou sobre a ação da Polícia Federal e do Ministério Público, até a publicação desta reportagem.

Sobre a Operação Ponto Final

Em julho de 2017, o juiz federal Marcelo Bretas expediu 12 mandados de prisão. Na ocasião, em dias diferentes, foram presos:

  • Jacob Barata Filho, empresário do setor de transportes, suspeito de ter recebido R$ 23 milhões em propina;
  • Rogério Onofre, ex-presidente do Detro, suspeito de receber R$ 44 milhões;
  • Lélis Teixeira, presidente da Fetranspor, suspeito de receber R$ 1,57 milhão;
  • José Carlos Reis Lavoura, conselheiro da Fetranspor, suspeito de receber R$ 40 milhões;
  • Marcelo Traça Gonçalves, presidente do Sindicato de Empresas de Transporte Rodoviário do Rio de Janeiro (Setrerj) e apontado como realizador dos pagamentos.

Todos foram soltos e respondem em liberdade.

Em uma audiência na Justiça Federal em dezembro de 2018, o empresário Jacob Barata Filho afirmou que a Fetranspor pagou R$ 145 milhões a Sérgio Cabral entre 2010 e 2016.

Jacob Barata não detalhou o que deste pagamento foi propina e o que foi utilizado para a campanha do ex-governador.

Com informações do Ministério Público Federal do Rio, Rádio Tupi FM, TV Globo e Polícia Federal