Juiz de Fora: Rodoviários seguem com paralisação pelo segundo dia

Juiz de Fora: Rodoviários seguem com paralisação pelo segundo dia

22 de julho de 2020 Off Por Redação Revista do Ônibus

JUIZ DE FORA – A manhã desta quarta-feira (22), segue sendo, mais um dia sem ônibus em Juiz de Fora, já que os rodoviários seguem no segundo dia consecutivo, com a paralisação do transporte de passageiros em Juiz de Fora. A confirmação é dada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Coletivo Urbano – Sinttro.

Foto: Reprodução de TV

Desde a noite desta terça-feira (21), mostramos que os coletivos ainda não rodavam na cidade, já que a categoria seguia com a paralisação, como mostramos aqui. Acreditava-se que no início da manhã de hoje, a categoria pudesse voltar ao trabalho, já que existe duas liminares que foram disponibilizadas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região – TRT-3.

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Coletivo Urbano – Sinttro, informou que a paralisação foi motivada pelo não pagamento do tíquete alimentação e cesta básica dos funcionários, que deveria ser pagos nesta última segunda-feira (20), assim como outras implicações sobre o acordo coletivo entre as empresas de ônibus e os seus funcionários. O sindicato informou ainda que a paralisação foi realizada pelos funcionários das empresas e não houve uma convocação da entidade.

Desde as primeiras horas da manhã desta terça=-feira (21), que o os coletivos não operam em Juiz de Fora. Os ônibus seguem parados nas principais Avenida do Centro, como a Avenida Getúlio Vargas e Avenida Rio Branco.

Muitos veículos não retornaram para as garagens e vários funcionários passaram a noite dentro dos coletivos.

Uma reunião entre as empresas de ônibus, seus funcionários e o sindicato da categoria, está marcada para esta quarta-feira.

Transporte segue com 2 liminares

1° Liminar

De acordo com o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3), o juiz da 1ª Vara do Trabalho de Juiz de Fora, Thiago Saço, determinou que a categoria profissional retome integral e imediatamente as atividades. O documento foi emitido por volta das 13h40 e a categoria tinha duas horas para retornar.

Conforme a decisão, pode ocorrer uma multa de R$ 5 mil para cada hora de atraso no cumprimento da determinação, por ser serviço essencial.

2ª Liminar

Já em uma segunda liminar, também emitida pela 3ª Turma, determinou que o Sinttro cumpra a Lei da Greve e garanta a presença ao trabalho dos profissionais necessários ao funcionamento de no mínimo 60% da frota de transporte coletivo das empresas, sob pena de multa de R$ 30 mil por dia.

O documento respondeu à uma ação judicial impetrada pela Astransp.

Astransp se manifesta

A Associação Profissional das Empresas de Transporte de Passageiros – Astransp, informou através de nota que a manifestação está afetando as demais empresas e que “não acredita que esta seja uma atitude isolada, mas incitada pelo Sindicato” e que o Sinttro, no início da pandemia “diante da grave crise identificada, aceitou suspender a cesta e parcelar o tíquete por 60 dias”.

Nota Consórcio Via JF

“A interrupção das atividades pelos profissionais do transporte coletivo na manhã desta terça-feira (21/07) é tida como surpresa pelo Consórcio Via JF, um dos responsáveis pelo serviço em Juiz de Fora.

Na segunda-feira (20), foi realizada uma reunião no TRT, com a presença do desembargador Fernando Rios Neto, do Sindicato dos Trabalhadores, das empresas de transporte e do Ministério Público do Trabalho. Nela, ficou definido que as empresas concessionárias avançariam em uma tentativa de acordo com o Sindicato, agendada para esta quarta-feira (22). Com as pautas debatidas nas duas ocasiões e o entendimento de todos os pontos de vista, já havia sido pré-agendada uma reunião de mediação para o dia 28 de julho, no TRT.

O Consórcio reafirma que vem mantendo o diálogo aberto com todas as partes e está buscando meios legais na tentativa de solucionar o problema, mesmo em meio à grave crise econômica que atravessamos: a perda de arrecadação do sistema já é superior a R$ 75 milhões desde o início da pandemia.

O dissídio de greve já foi ajuizado, e o Consórcio aguarda o Sindicato ser notificado. Com a realidade atual, de empresas lutando arduamente para não fecharem as portas, é importante termos claro que não há condições de manter as mesmas cláusulas do acordo coletivo anterior. A manutenção dos mesmos benefícios de um cenário normal, como deseja o Sindicato, é inviável.

A luta, segundo o Consórcio Via JF, é pela garantia da empregabilidade no segmento e pela continuidade dos serviços sem prejuízos à população. Por isso, acredita-se que o prosseguimento das ações de diálogo bilateral é o melhor caminho a ser seguido neste momento.”

Com informações da Prefeitura de Juiz de Fora, Tribunal Regional do Trabalho, Associação Profissional das Empresas de Transporte de Passageiros – Astransp, TV Integração e Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Coletivo Urbano – Sinttro.

A Viação Goretti Irmãos Ltda ainda não se manifestou sobre a paralisação de seus funcionários até a publicação desta reportagem.

A Prefeitura de Juiz de Fora, se manifestou através da Secretaria de Transporte e Trânsito – Settra, que informou que a paralisação do transporte coletivo urbano “é uma negociação entre empresas e funcionários” e que acompanha e monitora todo o trânsito preservando os cruzamentos por meio dos agentes.

Com informações da Prefeitura de Juiz de Fora, Secretaria de Transporte e Trânsito – Settra, Consórcio Via JF, Associação Profissional das Empresas de Transporte de Passageiros – Astransp, Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, Tv integração e do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Coletivo Urbano – Sinttro