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Vídeo: Prefeitura de São Paulo mantém frota de ônibus em 84% e deverá pagar multa

SÃO PAULO – A semana começou com a circulação de apenas 84% da frota municipal de ônibus de São Paulo, contrariando com isso, uma determinação judicial que obriga o governo de Bruno Covas, a disponibilizar 100% dos ônibus circulando desde esta segunda-feira (21), decisão que atende há uma solicitação do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo.

A Prefeitura de São Paulo terá que pagar multa diária de R$ 50 mil caso descumpra a determinação, em que já afirmou que irá recorrer. A publicação da decisão, ocorreu na manhã desta terça-feira (21). Nos bastidores da prefeitura de Bruno Covas, há uma movimentação grande, na busca por evitar o pagamento da multa.

Até este segunda-feira (21), a prefeitura de São Paulo acabou disponibilizando a mesma frota, justificando através de nota, que a liminar não tinha sido oficializada.

O governo municipal informou que as empresas de ônibus possuem motivos logísticos e também financeiros, para evitar disponibilizar 100% da frota de ônibus na cidade.

De acordo com a ação, o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo solicita a retomada de 100% da frota de ônibus nas linhas municipais, já que a redução na frota dos coletivos segue causando aglomerações de passageiros.

“Em que pese tais medidas fossem condizentes com o momento de restrição de circulação de pessoas e de política de isolamento social, elas não mais se justificam em contexto de progressiva retomada das atividades comerciais e econômicas na capital”, ponderou o desembargador.

A Prefeitura de São Paulo, emitiu nota afirmando que a frota esteve mantida em 84% para atender uma demanda de passageiros equivalente a 48%. “Para fazer isso [usar toda a frota] a Prefeitura teria de repassar R$ 500 milhões para o sistema e teria de reduzir investimentos em outras áreas também essenciais como a distribuição de cestas básicas, no sistema municipal de saúde e na educação”, escreveu a gestão municipal.

Além disso, a prefeitura afirmou que, segundo informações repassadas pelo sindicato dos motoristas, 12% dos funcionários da rede de ônibus estão afastados, o que impossibilitaria o uso de toda a frota. 

Com informações da Prefeitura de São Paulo, SPTrans e Record TV

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