Juiz de Fora: Rodoviários da Viação Goretti Irmãos realizam paralisação

Juiz de Fora: Rodoviários da Viação Goretti Irmãos realizam paralisação

21 de julho de 2020 Off Por Redação Revista do Ônibus

JUIZ DE FORA – Os rodoviários da Viação Goretti Irmãos Ltda – GIL, voltam a realizar uma nova paralisação no início da manhã desta terça-feira (21). Diversos coletivos da empresa de ônibus, estão parados no Centro de Juiz de Fora, na Avenida Getúlio Vargas e na Avenida Rio Branco.

Segundo o Sindicato dos trabalhadores em Transporte de Juiz de Fora  – Sinttro, a manifestação não foi convocada pela entidade.

Ainda segundo a entidade, a paralisação seria devido ao não pagamento do tíquete alimentação e da cesta básica, já que a empresa deveria ter pago nesta segunda-feira (20).

A Prefeitura de Juiz de Fora e a Viação Goretti Irmãos Ltda – GIL, ainda não se manifestaram sobre a paralisação, até a publicação desta reportagem.

Nota SinttroJF

O SinttroJF diante da nota emitida pela Astransp nesta terça-feira(21), vem a público dar o seu posicionamento quanto a paralisação de hoje e os constantes atrasos dos compromissos com os trabalhadores.
1) Sobre a divisão do ticket alimentação, o que foi feito foi o parcelamento de duas vezes em abril no benefício referente a março, como pode ser conferido no acordo assinado no início da pandemia. O SinttroJF intima as empresas a mostrarem onde está assinado o parcelamento do ticket para os demais meses.

2) O SinttroJF tem ciência do momento de crise de saúde e social-econômica pelo que passa o mundo e o país, tanto que foi umas das primeiras categorias a negociar e a fechar um acordo com os patrões por DOIS MESES, dando a sua suada contribuição, como o parcelamento de duas vezes do ticket de março, abrindo mão da cesta básica e do adiantamento salarial.

3) Ao falar que o SinttroJF não está fazendo o seu papel social nesta crise, o Sindicato lembra que quem não o faz são as empresas, que estão constantemente deixando os trabalhadores com os salários, ticket alimentação e verbas trabalhistas atrasadas e assim não honram com os seus compromissos. Estes trabalhadores também precisam levar o alimento para a suas famílias e pagar as suas contas, e mesmo assim, todos estão cumprindo os seus horários, trabalhando todos os dias e se expondo aos riscos de contágio do coronavírus. Onde está o compromisso das empresas e o papel social delas?

4) Pagar os seus funcionários e honrar os seus compromissos são as mínimas coisas que uma empresa tem que fazer pelos seus funcionários e isto não está sendo feito a tempos pelas empresas de ônibus de Juiz de Fora, como reflexo disto, as constantes paralisações, por vezes organizadas dentro da lei pelos Sindicato ou pelos próprios trabalhadores, como hoje.
Como exemplo, nesta última semana já foi ingressada pelo Sindicato uma ação na Justiça do Trabalho cobrando o pagamento do FGTS atrasado desde 2018 pela empresa GIL, o que prova que esta ingerência com os trabalhadores já vem muito antes da pandemia.

5) Vale lembrar que o movimento de hoje surgiu novamente por organização dos próprios trabalhadores que estão sem receber novamente. O SinttroJF tem consciência da lei de greve (aviso à população e autoridades 72 h antes e manutenção de 30% da frota rodando), tanto que na semana passada foi feito todo o procedimento, mas diante deste novo movimento de hoje, também não vai abandonar a categoria, estando neste momento tentando intermediar uma saída para a situação.

6) O SinttroJF cobra uma posição enérgica da Prefeitura de Juiz de Fora, da Câmara de Vereadores, do Ministério Público do Trabalho e da Justiça do Trabalho contra esses desmandos que vêm acontecendo no transporte público do município a alguns meses. O trabalhador está cumprindo o seu papel de trabalhar e não está recebendo os seus direitos. É nítida a irresponsabilidade das empresas com os seus funcionários e com a população de Juiz de Fora.

7) O SinttroJF solicita à população e às autoridades que apoiem a categoria. Pois todos são pais de família e estão trabalhando diariamente se expondo ao vírus e há anos vêm sofrendo com o descaso das empresas que constantemente atrasam salários e benefícios garantidos por lei.

8) Porque as empresas de ônibus querem discutir o aumento das passagens de 2020, mas não querem abrir as negociações salariais?

9) Por fim, o SinttroJF questiona as empresas: Onde está o papel social delas em querer tirar a cesta básica dos trabalhadores, um benefício que existe a décadas e que já vem embutido no valor da passagem, neste momento de crise mundial? Onde está o papel social das empresas que não pagam sequer os salários, ticket alimentação e verbas trabalhistas em dia a seus funcionários?
SinttroJF – 21 de julho de 2020

Com informações da Inter TV