Presidente do Rio Ônibus deixa o cargo em possível disputa política

Presidente do Rio Ônibus deixa o cargo em possível disputa política

7 de julho de 2020 Off Por Redação Revista do Ônibus

RIO – O presidente do Rio Ônibus, Claudio Callak, deixou na manhã desta terça-feira, o comando do Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiros. Callak assumiu o Rio Ônibus, durante a crise que o setor de transporte viva ao longo da operação Ponto Final, que investigava um grande esquema envolvendo o pagamento de propinas para políticos, como por exemplo, o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral.

Secretário municipal de transportes Paulo Amendola a esquerda e Claudio Callak da Rio Ônibus a direita
Foto: Prefeitura do Rio Divulgação

Ligado a empresa Real Auto Ônibus, Callak, acabou assumindo o Rio Ônibus, depois de Lélis Marcus Teixeira, acabou preso na operação. Naquela época, Lélis ainda acumulada também a presidência da Fetranspor, entidade que também foi investigada em outras ações.

No segmento, Callak sempre foi visto como um empresário sem ligações com Jacob Barata Filho, do Grupo Guanabara. Barata é conhecido no estado do Rio de Janeiro, como o Rei do Ônibus, por ter associação com várias empresas de transporte.

Nos bastidores do Rio Ônibus, comenta-se que a saída de Claudio Callak, venha favorecer ou até mesmo fortalecer os empresários de ônibus, que são ligados ao empresário Jacob Barata, como informou o Jornal Extra.

Conscientemente a mudança, a partir desta quinta-feira, entra em vigor, uma nova portaria da Secretaria Municipal de Transportes – SMTR, que passa multar em R$ 924, todas as empresas de ônibus que tiverem transportando passageiros em pé acima dos limites determinados pela prefeitura do Rio.

Para o cargo, de presidente do Rio Ônibus, há rumores de que seja Eurico Galhardi, que presidente a Associação Nacional de Empresas de Transportes  Urbanos – NTU, um dos aliados de Jacob Barata Filho, com informa a publicação.

Foto: Reprodução de Internet

Vale lembrar que a mudança de cargo deverá ser oficializadas em breve durante assembleia da diretoria do Rio Ônibus.

Claudio Callak e Eurico Galhardi, ainda não se manifestaram sobre o assunto, até a publicação desta reportagem.

A Rio Ônibus não comentou essa regulamentação nessa terça-feira.

O Consórcio BRT Rio informou através de nota que até o início da manhã desta terça-feira (7), 7% de sua frota, já estava sinalizada, como determina a Secretaria Municipal de Transportes – SMTR.

O Sindicato dos Rodoviários teme que o controle da quantidade de passageiros em pé nos ônibus se torne mais uma atribuição para os motoristas. A categoria é uma das profissões consideradas essenciais mais atingidas pela Covid. Foram 40 profissionais mortos.

Com informações da Prefeitura do Rio, Jornal Extra, Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiros – Rio Ônibus, Consórcio BRT Rio e Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro.