Rio de Janeiro registra passageiros aglomerados nos ônibus em meio à abertura do comércio

Rio de Janeiro registra passageiros aglomerados nos ônibus em meio à abertura do comércio

29 de junho de 2020 0 Por Redação Revista do Ônibus

RIO – A semana começou como as demais, com a circulação de ônibus urbanos convencionais e do Consórcio BRT RIo, lotados, gerando ainda mais aglomerações de pessoas, chamando atenção de moradores e também profissionais do transporte. Especialistas em saúde, seguem alertando para os inúmeros riscos de contágio. A cidade do Rio de Janeiro, já contabiliza até o momento 39 rodoviários mortos com a Covid-19, como informou o Sindicato dos Rodoviários do Município do Rio de Janeiro.

Com a abertura do comércio de rua e salões de beleza, neste primeiro dia útil, o município do Rio de Janeiro, segue com passageiros aglomerados nos pontos de ônibus, estações e terminais de ônibus do BRT RIO, entre a Zona Oeste e Zona Norte da cidade, aumentando com isso, o risco de propagação do novo coronavírus.

A prefeitura do Rio chegou liberar para que os passageiros possam viajar em pé, mas com limite de duas pessoas por metro quadrado, porém, a cena no dia-a-dia, é bem diferente ao que o governo municipal achava que fosse necessário.

O ônibus chega vazio, mas em segundos lota rapidamente. Moradores de bairros da Zona Oeste e também da Zona norte do Rio, relatam os problemas de lotação nos ônibus do BRT, como podemos ver nos relatos nas redes sociais abaixo.

Até a última semana, um decreto da Prefeitura determinava que passageiros de ônibus municipais, só poderiam ser transportados em pé, porém, após a publicação do novo decreto, diversos coletivos seguiam circulando dom muitos passageiros em pé, criando um maior risco de contaminação do novo coronavírus.

Os motoristas denunciam a falta de apoio das empresas. “Não nos dão álcool gel. Temos que comprar, levar de casa. Temos que lotar o carro, entendeu? Se deixamos o passageiro a pé, os carros agora são equipados com câmeras, somos punidos porque ‘deixou’ a pé”, relata um motorista, em entrevista ao jornal Nacional.

O Rio Ônibus, o sindicato que representa as empresas, afirmou que o setor está engajado para que todos os passageiros tenham o máximo de proteção possível, e declarou que algumas falhas podem acontecer porque as empresas estão passando por dificuldades financeiras e, até o momento, não receberam a ajuda das autoridades.

Com informações da Prefeitura do Rio e TV Globo