Rio: Funcionários da Viação Jabour precisam assinar  licença não remunerada, diz jornal

Rio: Funcionários da Viação Jabour precisam assinar licença não remunerada, diz jornal

28 de abril de 2020 Off Por Redação Revista do Ônibus

RIO – Os funcionários da Viação Jabour que possui sede no bairro de Senador Vasconcelos, na Zona Oeste do Rio de janeiro, podem ficar sem salários a partir do mês que vem, como mostra a reportagem do Jornal O Dia desta terça-feira (28). De acordo com a publicação, os rodoviários, seguem assinando cartas de licença não remunerada durante a pandemia do novo coronavírus, por determinação da empresa.

Foto: Reprodução de Grupos de Whatsapp

Ainda de acordo com funcionários da Viação Jabour, desde o final do mês de março, foram disponibilizadas um modelo de carta, como podemos ver acima, que deverá ser redigida à mão e assinada por cada um dos funcionários que tiver recebido em mãos.

A publicação informa que o tempo da licença é feito pela direção da empresa. Há informações de que alguns empregados que nem trabalharam no mês de abril, já relatam a situação nos bastidores da empresas.

“O negócio está feio. Estou desde março sem trabalhar, só assinando papel. Estou devendo. É uma covardia o que eles estão fazendo com a gente”, disse um motorista sem ser identificado.

Os funcionários da Viação Jabour, denunciam quem não estão tendo o direito de receber uma parcela do seguro desemprego, que seria permitida ao longo da pandemia quando a opera optar por reduzir o valor do salário e a jornada de trabalho em até 70%.

Em grupos de mensagens por aplicativos e em algumas redes sociais, alguns funcionários da empresa, temendo serem demitidos, seguem acatando as determinações da direção da Viação Jabour.

“Se a gente não assinar, entra como falta no contracheque. Falta interfere nas férias e ainda abre brecha para mandarem embora”, relata outro motorista.

E quando conseguem trabalhar, os motoristas ainda precisam cumprir a meta de levar no mínimo 300 passageiros pagantes, o que faz a carga horária aumentar.“Temos que fazer um mínimo de 300 pagantes. Se não fizer, trabalhamos 13, 14 horas por dia”, explicou.

A Auto Viação Jabour tem cerca de 2.500 funcionários, aproximadamente 500 veículos e faz parte do Consórcio Santa Cruz.

Empresa Jabour possui uma outra versão

Segundo o Jornal O Dia, o gerente geral da Viação Jabour, Felipe Costa, deu uma versão diferente sobre o caso. Em conversa por telefone com a reportagem, ele negou veementemente que a empresa esteja determinando os pedidos de licença dos motoristas. “Esse papo não procede”, disse.

Ainda de acordo com a publicação, segundo o gerente, os pedidos partem dos próprios empregados, por medo de contrair o novo coronavírus. Para confirmar a sua versão, ele reforça a credibilidade da empresa.“Somos uma das únicas empresas que pagou em dia. Vale refeição, cestas básicas, tudo”, afirmou Felipe, que detalhou o atual cenário: A maioria dos motoristas está de férias. Neste mês, tem 300. Quando voltarem, vão trabalhar normalmente, e o restante entra de férias”.Em contato com a reportagem, um representante do Sindicato dos Rodoviários alegou ter conversado com o gerente, que garantiu que a empresa implementaria medidas da MP 936.

Com informações de O Dia, e Viação Jabour