Salvador: Sindicato dos rodoviários afirma que categoria têm redução de salários e carga horária

Salvador: Sindicato dos rodoviários afirma que categoria têm redução de salários e carga horária

26 de março de 2020 0 Por revistadoonibus

SALVADOR – Com a redução de horários e de ônibus nas ruas de Salvador que ocorrem há vários dias, por conta da pandemia do novo coronavírus, visando conter a proliferação da Covid-19, O sindicato dos rodoviários e os donos de empresas de ônibus, fizeram um acordo para a realização do revezamento de motoristas e cobradores. Eles passam a trabalhar 10 dias e folgar 20.

De acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade, apenas 50% dos ônibus seguem circulando na cidade, devido a baixa procura de passageiros, por conta da Covid-19.

“Os empresários sinalizaram a suspensão dos contratos, inclusive chamando alguns trabalhadores. Nós entramos e não deixamos que isso acontecesse”, disse o presidente do sindicato dos rodoviários, Hélio Ferreira.

Com o acordo feito entre os empresários e o sindicato dos rodoviários, os funcionários irão receber apenas pelos dias trabalhados, ou seja, um motorista que tem o salário de R$ 2.390, passará receber apenas R$ 800. Não há mudança no ticket alimentação, que segue com valor referente a um mês.

O sindicato que representa motoristas e cobradores disse, na manhã desta quinta-feira (26), que essa foi a única alternativa para que não houvesse desemprego acima de 70% da categoria.

No sistema complementar de trasporte, já se fala em demissões. Os “amarelinhos” empregam cerca de 800 pessoas, entre cobradores e motoristas. Parte deles estava na rua nesta quinta para denunciar demissões desde o início dessa semana.

“Quinhentos funcionários foram demitidos entre cobradores e motoristas. Dizendo eles que estão pegando poucos passageiros e eles só precisam ficar com os motoristas o dia todo”, disse o cobrador Lucas Oliveira.

O Sistema Integra que é responsável pelo transporte municipal, ainda não se manifestou sobre o assunto.

As duas cooperativas que operam o serviços dos ônibus amarelinhos, no sistema complementar, informaram que cerca de 70% da frota está recolhida por causa da falta de passageiros. Apesar disso, as empresas negam que tenha havido demissões.

Ainda segundo as cooperativas, o que houve foi um acordo de afastamento, que permite que os rodoviários retornem aos postos de trabalho após o período da pandemia. As empresas não informaram se os salários dos colaboradores afastados serão cortados.

Com informações da TV Bahia e Sindicato dos Rodoviários de Salvador