Rio: Crivella pede ajuda ao Governo Federal para pagar salários dos rodoviários

Rio: Crivella pede ajuda ao Governo Federal para pagar salários dos rodoviários

26 de março de 2020 0 Por revistadoonibus

RIO – Em meio a crise financeira e de saúde pública que atinge todo o planeta, e também o Estado do Rio de Janeiro, o prefeito da cidade maravilhosa, Marcelo Crivella, informou na tarde desta quinta-feira (25), durante uma ação das Forças Armadas que realizou a desinfecção de trens da SuperVia, na Estação Central do Brasil, informou que vai pedir ajudar ao governo federal, para ajudar a pagar os salários dos rodoviários da cidade.

Nesta sexta-feira (27), o prefeito vai conversar com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e reforçar o pedido. A proposta é que motoristas de ônibus e de BRT e profissionais autônomos, como taxistas, ambulantes e produtores culturais, que vivem da arte nas ruas, possam fazer o saque, caso tenham direito.

Com o afastamento social, que tirou as pessoas das ruas, essas categorias ficaram sem renda. A liberação do dinheiro ajudaria milhares de profissionais a comprar alimento e pagar suas contas.

De acordo com o prefeito, a cidade possui mais de 3.500 profissionais parado, por conta das restrições adotadas no município, para tentar conter a proliferação do novo coronavírus.

“Amanhã, teremos uma reunião com o ministro Paulo Guedes (da Economia). Quem sabe a gente não consiga algum subsídio? Qual é o problema deles hoje (empresários do setor de ônibus)? Temos 5.500 ônibus rodando na cidade. No momento, há 2.000 rodando. Então, há 3.500 motoristas parados em casa. Temos que pagar os salários deles. Combustível não é o problema, porque não roda o ônibus, não é preciso combustível. Mas o motorista, embora não esteja trabalhando, recebe o salário. Quem vai pagar se não tem passageiro? Nós vamos precisar da ajuda do governo federal”, disse o prefeito Marcelo Crivella.

“Adotamos a seguinte estratégia de afastamento social. Mantem-se a industria e os serviços. Paramos o comércio, que é o que emprega mais, especialmente o público feminino, o que mais tem contato com os idosos em suas famílias. O comércio precisa parar, pelo menos, por esses próximos 15 dias”, disse Crivella.

Com informações da Prefeitura do Rio