Vereador do PT solicita escolta policial após morte de empresário de ônibus na Zona Leste

Vereador do PT solicita escolta policial após morte de empresário de ônibus na Zona Leste

6 de março de 2020 Off Por Redação Revista do Ônibus

SÃO PAULO – Depois que o empresário Adalto Soares Jorge foi assassinato na tarde da última quarta-feira (4), quando se dirigia para uma agência bancária, após sair da sede do Consórcio Transunião, o vereador Senival Moura – PT, pediu à Câmara Municipal de São Paulo, a escolta policial. Ambos eram amigos há cerca de 30 anos.

O parlamentar, informou que “houve a preocupação da Presidência quanto à minha integridade física”. Moura atribui o pedido a essa preocupação. “Com base em tudo isso, tive que formalizar o pedido para cumprir os princípios legais.” Os policiais que estão protegendo o vereador são do efetivo que já faz a segurança da Câmara.

A Presidência da Câmara informou ter recebido o pedido do parlamentar na quinta-feira, 5, e que já disponibilizou os PMs.

Em 2012, o Ministério Público do Trabalho acusou Moura de contratar perueiros como “laranjas”, declarando à Prefeitura serem donos de lotações que, na verdade, pertenceriam ao vereador. As ações trabalhistas terminaram em acordo e o parlamentar negou irregularidades.

Senival Moura é irmão do ex-deputado estadual Luiz Moura, expulso do PT em 2014 após ter sido flagrado pela Polícia Civil em uma reunião em que, segundo a investigação da época, havia membros da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). O deputado negou qualquer ligação com a facção criminosa. Diversas investigações do Ministério Público de São Paulo apontaram ligações entre a organização criminosa e as lotações da cidade.

Com informações da Câmara Municipal de São Paulo e Repórter Diário