Empresas de ônibus da Bahia entram na justiça contra a Buser

Empresas de ônibus da Bahia entram na justiça contra a Buser

3 de dezembro de 2019 0 Por revistadoonibus

SALVADOR – A entrada da operação da Buser em Salvador e nas cidades de Feira de Santana e Vitória da Conquista, vem incomodando os empresários do transporte rodoviário da Bahia. O App do ônibus, segue fazendo muito sucesso inclusive nas viagens de fim de semana, ligando essas cidades até a capital Salvador.

Com o objetivo de combater o avanço da Buser no estado, a Associação de Empresas de Transporte Coletivo Rodoviário do Estado da Bahia (Abemtro) decidiu ir à Justiça contra o funcionamento do aplicativo Buser, que oferece passagens de ônibus com preço abaixo do mercado utilizando o método de fretamento coletivo para garantir a menor tarifa aos usuários.

A Abemtro entrou na Justiça com uma ação coletiva contra o Estado da Bahia, a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações (Agerba) e a Buser Brasil Tecnologia, como informou o Jornal A Tarde.

A associação alega que a empresa Buser “vem praticando ilegalidade ao oferecer serviço não previsto em lei”, e pede que a Agerba e o Estado promovam a fiscalização e a punição da companhia responsável pelo aplicativo. Até o presente momento, não houve nenhuma apreensão dos ônibus da Buser no estado.

“A Abemtro tomou conhecimento que empresas de fretamento/turismo vêm se utilizando do aplicativo denominado Buser, ou vice-versa, em uma simbiose, em que ambas as partes mantém relação umbilical necessária à prática ilegal de transporte coletivo rodoviário intermunicipal. Tal atuação ilegal é materializada em concorrência desleal para com as empresas de transporte rodoviário coletivo de passageiros em claro, evidente, e verdadeiro dumping econômico”, diz a entidade, lembrando que os fretamentos ocorrem apenas em linhas e horários rentáveis, sem qualquer previsibilidade para o usuário e sem a concessão de gratuidades.

Na ação coletiva, a associação afirma que o aplicativo começou a operar na Bahia no último dia 29 de novembro e pede que a Justiça proíba a operação do serviço no estado.

Com informações da Associação de Empresas de Transporte Coletivo Rodoviário do Estado da Bahia – Abemtro e Jornal A Tarde