Passageiros levam freezer em ônibus do BRT Rio

Passageiros levam freezer em ônibus do BRT Rio

13 de novembro de 2019 Off Por revistadoonibus

RIO – Uma cena pouco usual, chamou atenção de quem estava na estação do BRT Rio Pedro Correia, no corredor Transcarioca. Dois homens que não tiveram a sua identidade revelada, embarcaram na estação em pagar passagem com um freezer, por volta de 13h50, em Jacarepaguá, na Zona Oeste da cidade.

Além do famoso “calote”, quando o passageiro embarca no transporte sem pagar a tarifa, o motorista do coletivo, precisou atrasar a viagem em até cinco minutos, para os os donos do freezer, pudessem embarcar o equipamento no ônibus articulado, que seguia com destino o Aeroporto Internacional do Galeão.

Não bastasse ter um freezer embarcado no coletivo, a dupla ainda levava uma estufa para aquecer salgados, e precisou ter a ajuda de uma terceira pessoas para embarcar o freezer.

De acordo com passageiros em relatos em grupos de mensagens por aplicativos, na hora do embarque, a estação Pedro Correia, estava vazia, com apenas cerca de dez passageiros, além de dois moradores de rua que dormiam dentro da estação do Consórcio BRT Rio.

O Consórcio BRT Rio informou que o transporte de grandes volumes não é permitido em suas ônibus que circulam nos corredores TransOeste, Transcarioca e TransOlímpico.

Após uma série de problemas envolvendo os ônibus e estações do BRT Rio, levou a prefeitura a promover uma intervenção no sistema entre fevereiro e junho de 2019. Ao fim da iniciativa, os empresários responsáveis pelo serviço se comprometeram a consertar 72 veículos quebrados e comprar outros 150.

Leia a nota completa do BRT sobre o caso:

O transporte de grandes volumes é proibido no BRT para garantir a segurança de todos. Os controladores de estação são treinados para orientar os passageiros sobre as regras de boa convivência e bom senso e, caso haja insistência, acionamos as forças de segurança. No entanto, segundo o seu relato, as duas pessoas que levavam o freezer infringiram a lei e entraram pela lateral da estação, sem passar pagar a passagem, o que configura calote. A fiscalização, prevista na lei nº 6.299, cabe à Guarda Municipal do Rio, com a aplicação de multa a quem não pagar a passagem. Reafirmamos que as ações dos controladores de estação do Consórcio BRT são de caráter de orientação aos passageiros para as operações do sistema. Ou seja, eles não têm poder de polícia.

Infelizmente, somente a atuação da GM não é suficiente para coibir a evasão, por exemplo. Atualmente, temos uma média de 70 mil calotes por dia nos três corredores. O prejuízo estimado com esta prática é de aproximadamente R$ 6 milhões por mês, o que daria para comprar mais cinco articulados, por exemplo.

Os atos de vandalismo também são recorrentes. Todas as estações do BRT já sofreram algum tipo de vandalismo. Depredações e quebras de portas, catracas, elevadores, monitores e máquinas de autoatendimento são uma realidade diária do sistema. Não há um dia em que não seja aberto pelo menos um protocolo interno para conserto de equipamentos por causa de mau uso ou furto de peças. O prejuízo estimado com vandalismo e mau uso das estações e terminais é de cerca de R$ 1.400.000,00 por mês, valor que é gasto para mantê-los nas mínimas condições de operação. Só com portas de vidro são gastos cerca de R$ 500 mil por mês.

Com informações da Prefeitura do Rio e Consórcio BRT Rio