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Pedágio da Linha Amarela volta ser cobrado no Rio

RIO – Os motoristas do Rio de Janeiro, já estão pagando novamente para trafegar pela Linha Amarela, Via Expressa que faz a ligação entre bairros da Zona Nortes do Rio de Janeiro até os bairros da Zona Oeste da cidade. A retomada da cobrança, no valor de R$ 7,50 por trecho, ocorreu por volta de 21h30 da noite desta quarta-feira (6).

Foto: Reprodução de TV

Ainda nesta quarta-feira, a Justiça do Rio atendeu um pedido da Concessionária Lamsa, que administra a Via Expressa, proibindo que a Prefeitura do Rio de Janeiro, assuma o controle da via, mesmo com a vitória na Câmara de Vereadores, há alguns dias.

A decisão permanece valendo enquanto um “prévio e exauriente processo administrativo específico sobre a proposta de encampação” não for concluído.

Em nota, a Prefeitura do Rio lembrou que “após exaustivas investigações, apurou prejuízo de R$ 1,6 bilhão causado pela concessionária à população do Rio de Janeiro” e por isso decidiu pela encampação da via.

Foto: Reprodução de TV

“O Poder Legislativo aprovou a medida por duas votações históricas, em dois turnos, com 47 votos a favor e nenhum voto contrário. Agora, mais uma vez, a Lamsa recorre à Justiça e obtém nova liminar, concedida pela juíza Regina Lucia Chuquer de Almeida Costa de Castro Lima, da 6ª Vara de Fazenda Pública”.

“A Prefeitura do Rio de Janeiro não vai desistir dessa luta e vai, mais uma vez, recorrer da decisão para garantir os direitos da população”, dizia a nota da prefeitura.

Foto: Reprodução de TV

Alguns motoristas protestaram ao passar pela praça do pedágio, após a volta da cobrança. Vários fizeram um ‘buzinaço’ no local.

Veja os principais pontos da disputa

  • Quinta, 24: CPI da Câmara aponta lucro indevido de R$ 1,6 bilhão para a concessionária no pedágio da Linha Amarela.
  • Sexta, 25: o prefeito Marcelo Crivella anuncia o fim da concessão.
  • Domingo, 27: Crivella comanda a destruição das cabines de pedágio.
  • Segunda, 28 (madrugada): o Plantão Judiciário atende a um pedido da Lamsa e manda interromper a destruição – que já tinha terminado -, restabelece a concessão e determina a volta do pedágio
  • Segunda, 28 (manhã): a empresa afirma não ter condições de cobrar com a praça destruída e convoca 100 funcionários de todo o país para um mutirão.
  • Terça, 29: a prefeitura envia à Câmara o projeto para assumir o controle da Linha Amarela.
  • Quinta, 31: estudo da Prefeitura sugere que pedágio de R$ 2 em sentido único como suficiente para garantir a manutenção da via.
  • Quinta, 31: a Lamsa vai à Justiça para impedir que a via seja encampada sem que haja um processo e o pagamento de indenização à concessionária.
  • Sexta, 1º (madrugada): o pedágio volta a ser cobrado no sentido Barra.
  • Sexta, 1º (tarde): a Câmara aprova a encampação em primeira discussão por 43 a 0.
  • Sexta, 1º (noite): a Justiça volta a dar ganho de causa à Lamsa e proíbe a encampação. A prefeitura contesta e afirma que, quando a Câmara terminar de aprovar seu projeto, terá direito de retomar a via.
  • Sábado, 2: um protesto fecha a via. Motoristas passam sem pagar pelo pedágio por uma hora. Marcelo Hodge, filho de Crivella, e membros do alto escalão da prefeitura participam do ato.
  • Domingo, 3: o pedágio volta a ser cobrado no sentido Fundão.
  • Segunda, 4: decreto de Crivella cria grupo de trabalho para detalhar como será a encampação e dá 20 dias de prazo.
  • Segunda, 4: vereadores aprovam emendas ao projeto que pode dar controle da via para a Prefeitura.
  • Terça, 5 (tarde): vereadores aprovam projeto no plenário por 47 a 0.
  • Terça, 5 (noite): equipes da prefeitura vão até a praça do pedágio e liberam cancelas.
  • Quarta, 6 (manhã): sem pedágio, a via opera sem reversível.
  • Quarta, 6 (noite): a Justiça reitera que a Lamsa ainda detém a concessão e a prerrogativa de cobrar pedágio. Uma multa de R$ 100 mil por dia é fixada para Crivella, em caso de descumprimento.

Com informações do Tribunal de Justiça do Rio, Prefeitura do Rio, Lamsa e TV Globo