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Rio: Linha Amarela segue com cobrança nos dois sentidos

RIO – Desde o primeiro minuto deste domingo (3), a Lamsa, concessionária que administra a Linha Amarela, passou efetuar a cobrança no sentido Fundão. O trecho no sentido Barra da Tijuca, já seguia cobrando deste a sexta-feira (1).

A reativação de toda a praça de pedágio da via expressa durou uma semana – menos de um terço do prazo estipulado pela própria concessionária.

No domingo passado (27), por ordem do prefeito Marcelo Crivella, retroescavadeiras da prefeitura destruíram as cabines, depois de um decreto suspender a concessão.

A suspensão, contudo, foi derrubada na Justiça horas depois.

Foto: Reprodução de TV

Protesto neste sábado

Na manhã deste sábado (2), motoristas fizeram um protesto na praça do pedágio e ocuparam quatro faixas no sentido Centro. Durante uma hora carros não pagaram a tarifa no sentido Barra.

Impasse continua

A Câmara de Vereadores deve aprovar esta semana um projeto de lei que permite à prefeitura retomar a concessão da via. O pedido de encampação via Legislativo foi o caminho escolhido pelo município para destituir a Lamsa.

Uma semana de disputas

  • Sexta, 25: o prefeito Marcelo Crivella anuncia o fim da concessão.
  • Domingo, 27: Crivella comanda a destruição das cabines de pedágio.
  • Segunda, 28 (madrugada): o Plantão Judiciário atende a um pedido da Lamsa e manda interromper a destruição – que já tinha terminado -, restabelece a concessão e determina a volta do pedágio
  • Segunda, 28 (manhã): a empresa afirma não ter condições de cobrar com a praça destruída e convoca 100 funcionários de todo o país para um mutirão.
  • Terça, 29: a prefeitura envia à Câmara o projeto para assumir o controle da Linha Amarela.
  • Quinta, 31: a Lamsa vai à Justiça para impedir que a via seja encampada sem que haja um processo e o pagamento de indenização à concessionária.
  • Sexta, 1 (madrugada): o pedágio volta a ser cobrado no sentido Barra.
  • Sexta, 1 (tarde): a Câmara aprova a encampação em primeira discussão por 43 a zero.
  • Sexta, 1 (noite): a Justiça volta a dar ganho de causa à Lamsa e proíbe a encampação. A prefeitura contesta e afirma que, quando a Câmara terminar de aprovar seu projeto, terá direito de retomar a via.
  • Sábado, 2: um protesto fecha a via. Motoristas passam sem pagar pelo pedágio por uma hora. Marcelo Hodge, filho de Crivella, e membros do alto escalão da prefeitura participam do ato.
  • Domingo, 3: o pedágio volta a ser cobrado no sentido Fundão.

Com informações da Prefeitura do Rio, Lamsa e Tv Globo