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Greve geral paralisa o transporte na Itália

ROMA E MILÃO – A sexta-feira está sendo complicada para os italianos. Uma greve geral, nos sistemas de transportes do país, convocado por sindicatos de base, vem causando sérios problemas para quem precisa se locomover pelo país.

A paralisação, apoiada pelas entidades CUB (Confederação Unitária de Base) e SGB (Sindicato Geral de Base), envolve as empresas públicas e privada de transporte na Itália, de trem, ônibus, metrô, bondes, navios, rodovias e aeroportos.   

Funcionários da companhia aérea Alitalia e da Ferrovie dello Stato aderiram à greve. De acordo com fontes locais, a Alitalia cancelou 240 voos nacionais e internacionais. Apenas os voos previstos entre 7h e 10 locais, e 18h às 21h foram confirmados.   

Devido à greve, muitos italianos decidiram se locomover de carro nesta sexta-feira provocando tráfego intenso e filas enormes pelas capitais.   

A capital do país, Roma, é onde o clima de tensão é mais elevado, pois a paralisação deve durar 24 horas e envolve outras entidades e temas sensíveis ao governo, como a gestão do lixo municipal. Roma está com a linha C do metrô fechada, e com a linha A operando com restrições. Linhas de ônibus também foram afetadas, com cancelamentos e reduções de veículos. “Uma minoria de sindicalistas tenta fazer três milhões de habitantes como reféns: trabalhadores, mães e pais que diariamente acompanham os filhos na escola. A maioria da população está cansada das greves injustificadas”, criticou, em uma postagem no Twitter, a prefeita romana Virginia Raggi, do partido Movimento 5 Estrelas (M5S).

Por sua vez, o líder da legenda nacionalista Liga Norte, Matteo Salvini, que rompeu em agosto sua aliança com o M5S no governo italiano, demonstrou apoio à paralisação. “A maioria dos cidadãos está cansada de uma prefeita incapaz de resolver qualquer problema”, atacou. Várias cidades da Itália enfrentam problemas no transporte devido à greve, como Turim, Bolonha e Florença. Em Bari, no sul do país, cerca de 35 voos foram cancelados e há atrasos nos trens regionais. Na capital da Campânia, Nápoles, três linhas de ônibus não estão operando hoje, assim como a linha 1 do metrô e o funicular. Os sindicatos de base exigem aumento de salário, redução de funções durante o expediente, o fim da reforma trabalhista chamada de Jobs Act” e da “Lei Fornero”, que altera a previdência no país.

Com informações da Agência Ansa