Domingo foi de mais protestos no Chile

Domingo foi de mais protestos no Chile

20 de outubro de 2019 Off Por revistadoonibus

SANTIAGO – Mesmo após o presidente chileno ter suspendido o aumento da tarifa do metrô que provocou deste sexta-feira, protestos em Santiago e em diversos pontos da Região Metropolitana, a onda de manifestações violentas, seguiu na manhã deste domingo (20).

Autoridades da região de Santiago disseram que três pessoas morreram em um incêndio em um supermercado saqueado no domingo – uma das 60 lojas do Walmart que foram vandalizadas – e a empresa disse que muitas lojas não abriram durante o dia.

Mais cinco pessoas foram encontradas mortas no porão de um armazém incendiado e não eram funcionários, disseram as autoridades.

Foto: Divulgação

Pelo menos duas companhias aéreas cancelaram ou reagendaram voos para a capital, afetando mais de 1.400 passageiros no domingo e segunda-feira.

O Terminal Central, de onde partem ônibus rodoviários para as províncias, e cidades como Buenos Aires, São Paulo e Rio de Janeiro, segue sem ônibus, devido a falta de segurança, tendo em vista, que novos protestos podem acabam incendiando mais ônibus. A empresas, temem, pela violência.

O presidente Sebastian Piñera, enfrentando a pior crise de seu segundo mandato como chefe do país sul-americano, anunciou na noite de sábado que estava cancelando o aumento da tarifa imposto duas semanas atrás.

Isso levou a grandes protestos que incluíam tumultos que causaram milhões em danos a ônibus queimados e pontos de metrô vandalizados, prédios comerciais e lojas.

Foto: Reprodução de TV

Depois de se reunir com os chefes do legislativo e do sistema judicial no domingo, Piñera disse que discutiram soluções para a crise e que ele pretende “reduzir as desigualdades excessivas, desigualdades, abusos que persistem em nossa sociedade”.

Jaime Quintana, presidente do Senado, disse: “O mundo político deve assumir a responsabilidade pela forma como chegamos a essa situação“.