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Serviço Ubus da Metra segue sem circular em São Paulo por ser considerado clandestino

SÃO PAULO – Segue paralisado o mais novo serviço de ônibus rodoviário por aplicativo batizado de Ubus, que a Viação Metra inaugurou no final de setembro. A nova frota de ônibus modelo Paradiso G7 1050 equipados com chassi Mercedes-Benz 0-500RS que chegaram circular com passageiros na linha 376E, ligando a cidade de São Bernardo do Campo, no ABC até a Zona Sul de São Paulo, seguem parados e sem previsão de retorno.

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Uma fiscalização da Prefeitura de São Paulo, através da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transporte, tirou das ruas o serviço Ubus, que foi lançado pela Metra.

Em nota divulgada, a Secretaria Municipal de Mobilidade da Prefeitura de São Paulo chegou declarar que “o serviço UBus não está credenciado e, portanto, é clandestino. O credenciamento visa garantir a segurança dos munícipes e prevenir a ocorrência de acidentes”.

Foto: Reprodução de Rede Social

O serviço Ubus foi lançado durante o Congresso ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos) de Mobilidade Urbana, na Arena ANTP 2019, realizado em São Paulo. Os coletivos começaram operar sob demanda, com assentos previamente reservados via o aplicativo UBus, no dia 25 de julho. O app está disponível para download no Google Play Store (Android) e App Store (iOS).

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Em entrevista publicada pelo Diário de Transportes nesta sexta-feira (4), Edson Caram que é Secretário de Mobilidade e Transportes da Prefeitura de São Paulo, informou que a portaria fixava o itinerário de um serviço de ônibus por aplicativo da empresa Metra, em São Bernardo do Campo, ligando a região do ABC a Zona Sul de São Paulo, não chegou a ser assinada por ele e nem publicada em Diário Oficial, portanto, segundo Caram, a companhia não recebeu autorização para operar a modalidade com veículos de alto padrão nos trechos de corredor exclusivo de transporte coletivo.

Ainda de acordo com a publicação, Caram descartou qualquer tipo de pressão política ou de empresários do transporte urbano que atuam na cidade, que poderiam ter motivado a apreensões de alguns ônibus da Metra por agentes da Secretaria de Mobilidade e Transportes de São Paulo.

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“Esse processo teve origem na EMTU [Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos], que cuida dos ônibus intermunicipais. A EMTU deu um “de acordo”. Partiu para a SPTrans, que fez a análise e nada a opor. Mas a SPTrans fez uma análise técnica de uma linha circulando com 12 ônibus e só, foi essa análise que a SPTrans fez. O DTP se baseou na análise da SPTrans, e a fez corretamente. Quando o processo chegou na minha mesa, um dia antes de sair a publicação, que já estava no sistema, inclusive com o “autorizo” da minha procuradoria, dando de acordo que poderia ser publicado, eu fui fazer a análise e eu verifiquei que era um serviço novo. Um serviço novo, eu não autorizei a publicação e parei para fazer a análise. Politicamente, nada. Nenhuma pressão, simplesmente é um trabalho técnico que a secretaria tem por obrigação de executar” – disse Caram.

Em nota divulgada na quarta-feira (2), a Viação A Metra se defendeu da acusação informando que obteve autorização da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU) para operar.

“A Metra esclarece que por decisão da Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana do Município de São Paulo, os serviços da MetraClass estão suspensos temporariamente. A empresa destaca que a linha 376 tem todas as autorizações para circular entre São Bernardo do Campo e São Paulo, além disso todos os veículos são novos e estão em perfeitas condições para operar. É importante ressaltar que os ônibus estão em operação há uma semana e apenas nesta segunda-feira um veículo foi apreendido e proibido de rodar. O mesmo aconteceu na tarde desta terça-feira. Esperamos uma explicação e posicionamento da Secretaria de Transportes, para assim dar continuidade ao trabalho pioneiro, empreendedor e confortável para os cidadãos de São Bernardo do Campo e São Paulo”, informou a Metra, em nota.

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Sobre o serviço Ubus da Viação Metra

O preço da viagem, não é barato. O conforto e a praticidade do serviço, tem seu preço. A tarifa nos carros vermelhos da Metra é R$ 14,50, independentemente se vai embarcar em São Bernardo e desembarcar 4 pontos adiante, por exemplo, ou para que vai seguir até a Zona Sul de São Paulo. O passageiros poderá realizar o pagamento com dinheiro, Cartão Bom ou cartão de crédito.

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No final do mês de julho, mostramos os primeiros ônibus rodoviários adquiridos pela Metra, como podemos ver aqui. Na época, grupos de mensagens especializados em transporte de passageiros, já cogitava sobre a aplicação dos novos ônibus rodoviários em um serviço semelhante ao já ofertado pelos aplicativos Uber, 99 Táxil e Cabify.

Com informações do Diário de Transportes e Prefeitura de São Paulo