Prisão de Eike Batista no Rio abre precedente para outras prisões no transporte fluminense

Prisão de Eike Batista no Rio abre precedente para outras prisões no transporte fluminense

10 de agosto de 2019 Off Por Redação Revista do Ônibus

RIO – Com a prisão do empresário Eike Batista, ocorrida na última quinta-feira (8), durante a nova fase da operação batizada de Segredo de Midas, no qual o juiz Marcelo Bretas, expediu mantado da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, a partir de um pedido do Ministério Público Federal (MPF), outros empresários, inclusive do setor de transportes de passageiros, também podem figurar na lista de procurados. Eike Batista cumpria prisão domiciliar desde abril de 2017, quando uma decisão de Gilmar Mendes o retirou de Bangu.

O alvo da operação que acabou preso, surgiu a partir da delação premiada do banqueiro Eduardo Plass, onde Eike surge como um elemento oculto em operações de compra de algumas ações realizadas por uma empresa de Plass.

Foto: Reprodução de TV

O banqueiro já foi presidente do Pactual e depois abriu o sua própria gestora, a Opus, e o TAG Bank, no Panamá. Ele foi preso em agosto do no ano passado depois delação de Roberto Stern, dono da H. Stern.  Sua delação, entretanto, atinge mais empresários do que políticos.

Um mandado de prisão também foi expedido contra o contador de Eike Batista, Luiz Arthur Andrade Correia, o Zartha. Mas ele atualmente mora em Miami.

Crise no empresariado de transporte Fluminense

Foto: Reprodução de TV

O setor de transporte fluminense deve ser alvo nos próximos meses de outras investigações e até mesmo possível apreensões. De acordo com fontes da Revista do Ônibus, uma possível delação premiada de Lélis Teixeira pode ocorrer em breve, onde o ex-presidente da Fetranspor deve acabar entregando mais detalhes do escandaloso esquema de corrupção que atingiu o setor e todo o estado.

Longe do Rio de Janeiro, o empresário José Carlos Lavouras, que está foragido da Operação Lava-Jato, segue vivendo sua vida de luxo em Portugal, como já mostrou a TV Globo, em uma reportagem do programa Fantástico em março deste ano.

Lavouras chegou a ser preso em Portugal devido a uma ordem do Juiz Marcelo Bretas em 2017, porém, acabou liberado depois e o judiciário português decidir em não extraditá-lo.

Foto: Reprodução de TV

Lavouras possui dupla cidadania, brasileira e portuguesa. Na época uma equipe do “Fantástico”, da TV Globo, na cidade do Porto, abordou o empresário, porém, ele preferiu se calar.

Junto de Jacob Barata Filho, Lavouras comandou o Conselho da Fetranspor durante três décadas, e foi apontado pelo doleiro e delator Álvaro José Novis como o responsável pela articulação do pagamento de propinas a autoridades do Estado do Rio. Conforme as investigações do Ministério Público Federal, ele organizou uma caixinha para recolher propinas de empresários para políticos. O próprio Lavouras teria embolsado R$ 40 milhões.

Na cidade do Porto, Lavouras vive em um apartamento registrado em nome de sua mãe, na região da Boavista, uma área nobre da cidade. O imóvel de R$ 3,5 milhões possui quatro quartos. Para se deslocar pela cidade, usa carros de luxo com motorista. O mais caro custa o equivalente a R$ 300 mil.

Com informações da Tv Globo e Agências