Paralisação de rodoviários de Itanhaém segue no segundo dia

Paralisação de rodoviários de Itanhaém segue no segundo dia

6 de agosto de 2019 Off Por Redação Revista do Ônibus

ITANHAÉM – Segue pelo segundo dia, a paralisação dos rodoviários do transporte coletivo de Itanhaém, onde funcionários da empresa Litoral Sul, empresa responsável pelo transporte municipal de passageiros, resolveram cruzar os braços, como anunciamos no último dia 31 de julho. Tudo porque a empresa vem se recusando dar o reajuste do dissídio coletivo de 5,7%.

Enquanto o impasse entre a empresa e a categoria não chega há um acordo, a popular sobre com a falta de ônibus nas ruas. Nesta segunda-feira (5), quem precisou se deslocar pela cidade, encontrou dificuldade com a falta de ônibus. A prefeitura de Itanhaém, no entanto, obteve no final da tarde de ontem, uma liminar na Justiça que determina que, conforme a lei 7.783/89 (Lei de Greve), parte do transporte coletivo volte a funcionar por ser considerado um serviço essencial.

Conforme a liminar, ficou determinado que 70% dos trabalhadores voltem ao serviço nos horário de pico (das 6h às 8h e das 16 às 18h), e ainda o índice de 50% dos funcionários nos demais horários, garantindo o livre acesso dos trabalhadores, sob pena de multa diária no valor de R$ 5 mil por trabalhador que descumprir a ordem.

Ainda segundo a liminar, haverá uma audiência de conciliação hoje (6), às 15h15, entre as empresas prestadoras do serviço de transporte público, o sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Santos e Região e a prefeitura.

IMPACTOS.

Cerca de 12 mil usuários e mais 4 mil estudantes da rede municipal de ensino ficaram sem o transporte coletivo urbano até o final da tarde de ontem.

A Litoral Sul possui cerca de 130 funcionários entre motoristas, pessoal da manutenção e da administração. E conta com 50 ônibus usado no transporte escolar e mais 40 ônibus para o transporte coletivo urbano.

REIVINDICAÇÕES.

O sindicalista Walter Gomes da Silva, o “Mineiro”, do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Santos e Região, explicou que a categoria reivindica reajuste salarial e a garantia dos benefícios e direitos do atual acordo coletivo. A paralisação foi decidida no dia 30 de julho, em assembleia da categoria.

Os funcionários reivindicam um reajuste do dissídio coletivo de 5,7%, com o repasse da inflação, e R$ 1,00 a mais no vale alimentação de R$ 17,00, além da manutenção dos direitos adquiridos.

ALTERNATIVO.

A Associação Viva Van, que faz o transporte alternativo em Itanhaém, ofereceu o serviço aos usuários, mesmo sem a autorização da prefeitura.

O representante da Associação, Thiago de Souza Matos, explicou: “queremos apenas ter o direito de trabalhar e não vamos deixar a população na mão”.

Na última sexta-feira (2), aconteceu uma reunião entre o prefeito Marco Aurélio Gomes, o deputado estadual Luiz Fernando Teixeira e representantes da Associação, porém ainda não chegaram a uma definição sobre a autorização do serviço.

OUTRO LADO.

O encarregado Marlon Leonardo, da Litoral Sul, afirmou que a empresa passa por dificuldades financeiras, devido à falta de um reajuste da tarifa desde 2014. Segundo ele, a renovação do contrato com a Prefeitura ocorreu em julho, e neste período, a tarifa já poderia ter sido reajustada para R$ 3,10. Hoje o valor cobrado é de R$ 3,00.

Com informações da Prefeitura de Itanhaém e Diário do Litoral