Prisão de Nenê Constantino é suspensa por Juíza, diz jornal

Prisão de Nenê Constantino é suspensa por Juíza, diz jornal

31 de julho de 2019 Off Por Redação Revista do Ônibus

BRASÍLIA – O ex-dono da empresa Gol Linhas Aéreas, Constantino de Oliveira, ou como é conhecido por Nenê Constantino, e que foi condenado a 21 anos e 7 meses e 15 dias de reclusão, por homicídio qualificado cometido contra Márcio Leonardo de Souza Brito em outubro de 2001 e que nesta semana a justiça determinou prazo de 48 horas para que ele se entregasse e começasse a cumpri a pena, seja submetido à perícia médica oficial, para análise do pedido de prisão domiciliar humanitária, como mostra o jornal Correio Braziliense.

O empresário Nenê Constantino, presidente do conselho de administração da companhia aérea Gol,  dá tapa na câmera do fotógrafo Alan Marques, do jornal “Folha de S.Paulo”, ao chegar a delegacia para depor em inquérito sobre fraudes no Banco de Brasília em Outubro de 2007 (Foto: Wilson Dias / Agência Brasil) 

A alegação da defesa cita o fato de o réu ser uma pessoa de idade avançada e portador de doença cardíaca. A Justiça determinou a perícia médica nessa terça-feira (30/7). A 1ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça e do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) solicitou à defesa apresentação de laudos médicos para serem avaliados por peritos do Instituto Médico Legal (IML), antes de ser emitido mandado de prisão em desfavor do réu.  

Nenê Constantino ainda deverá comparecer ao IML para análise do quadro de saúde. Somente após recebimento do laudo oficial e parecer do Ministério Público, a Justiça decidirá sobre se o sentenciado irá cumprir pena em regime domiciliar ou se seguirá para o presídio. Caso ele deixe de comparecer ao IML, poderá ser considerado foragido.  

Mais sobre o caso

Nenê Constantino e mais quatro acusados respondem pelo assassinato de Márcio Leonardo de Sousa Brito. Ele era líder comunitário e foi morto a tiros em 12 de outubro de 2001. Márcio morava em uma propriedade da antiga Viação Pioneira, empresa de ônibus pertencente ao empresário de aviação.  

Nenê Constantino já foi julgado e absolvido em outra ação, que tratava da tentativa de homicídio de seu ex-genro, Eduardo Queiroz Alves. Ele foi inocentado em 16 de agosto de 2015, depois de ser julgado pelo Tribunal do Júri de Brasília. 

Com informações do Tribunal de Justiça e do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) e Correio Braziliense