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Empresas de ônibus de Maceió alegam prejuízo de mais de R$ 3 milhões

MACEIÓ – As empresas de ônibus urbanos de Maceió alegam que registraram uma queda de mais de 1 milhão de passageiros nos quatro primeiros meses de 2019, o que provocou um prejuízo de mais de R$ 3 milhões. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (20). A categoria negocia com a Prefeitura o reajuste no valor da tarifa, de R$ 3,65 para R$ 4,15, para cobrir o rombo nas contas.

O prejuízo alegado pelas empresas para justificar o pedido do aumento ainda deve ser alvo de uma auditoria feita por empresa contratada pela Prefeitura de Maceió. Será feita uma avaliação em contratos e nos custos do serviço, e o resultado disse será levado em consideração na negociação para o reajuste.

Essa auditoria ainda não começou. Segundo a Prefeitura, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) ainda aguarda a assinatura do contrato de licitação da empresa que realizará o serviço. A previsão é que a assinatura acontece até o fim de maio.

Ainda de acordo com a Prefeitura, os contratos do transporte público de Maceió estão sob intervenção da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Delegados (Arser).

O levantamento do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros de Maceió (Sinturb) mostra que de janeiro a abril deste ano, 265.742 pessoas deixaram de utilizar os ônibus mensalmente.

Foto: Reprodução de TV

No total, foram 1.026.968 passageiros a menos do que no mesmo período do ano passado, que também teve feriados como o carnaval e a Semana Santa. Em 2018, 5.425.505 pessoas, em média, usaram os ônibus urbanos da capital a cada mês. Neste ano, essa média mensal ficado na casa dos 5.159.763 de passageiros.

As empresas também apontam o aumento do custo do diesel como um dos responsáveis pelos prejuízos e a necessidade de aumento da passagem.

“Temos cidades vizinhas que apresentam os mesmos problemas que os nossos, como Aracaju. Por lá, eles têm registros de transporte clandestino e diminuição de passageiros, mas em janeiro foi concedido o reajuste, e eles já conseguiram colocar mais de 40 ônibus novos para rodar na cidade, o que chama o passageiro de volta. Aqui em Maceió, com os prejuízos, aumento dos custos e sem tarifa, não conseguimos investir”, afirma Fernando Paiva, advogado do Sinturb.

Outra questão em debate pela categoria é o reajuste dos salários dos rodoviários. As empresas ofereceram um reajuste de 1,74%, correspondente à inflação do período e acertado no último acordo coletivo. Uma audiência foi realizada com os funcionários na semana passada, mas terminou sem acordo. As negociações sobre este tema continuam.

Com informações da Tv Gazeta