Município do Rio pode ter colapso no transporte ainda este ano

Município do Rio pode ter colapso no transporte ainda este ano

14 de maio de 2019 Off Por revistadoonibus

RIO – O Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas de ônibus na cidade, divulgou uma nota afirmando que o sistema de transporte público municipal pode entrar em colapso ainda este ano por conta da crise que, segundo o grupo, já fechou 14 empresas em dois anos. O texto também critica o interventor do Sistema BRT, que é representante da Prefeitura do Rio, Luiz Alfredo Salomão. Em entrevista ao “Bom Dia Rio” desta segunda-feira, ele afirmou que empresários de fora do Rio não querem entrar na cidade porque há um “cartel”.

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“O Rio Ônibus recebeu com perplexidade e indignação as declarações do Sr. Luiz Alfredo Salomão, interventor do Sistema BRT, na manhã desta segunda-feira. O sindicato das empresas de ônibus da cidade do Rio de Janeiro condena veementemente as palavras levianas do Sr. Salomão, que neste momento de profunda crise no setor pode gerar mais instabilidade e dificuldade na manutenção de um serviço essencial à população”, informou a nota.

Foto: Reprodução de TV

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Ainda de acordo com o sindicato, as empresas respeitam o contrato de concessão assinado com o poder público, após vencerem licitação da Prefeitura do Rio em 2010. “O setor está empenhando esforços redobrados para normalizar o sistema de transporte por ônibus no Rio, mesmo convivendo com forte crise econômica-financeira que já fechou 14 empresas nos dois últimos anos. Neste momento delicado, o apoio de todos e, principalmente, do poder público é fundamental para a população que depende dos ônibus no Rio. Caso contrário, o sindicato alerta que o transporte público por ônibus da cidade pode entrar em colapso total ainda este ano”, ameaçou.

Na entrevista, o interventor explicou que busca empresas de ônibus interessadas em colocar ônibus convencionais para rodar nos corredores do BRT. No entanto, ele não encontra interessados porque eles “temem entrar em um território controlado”.

Foto: Reprodução de TV

— As [empresas] de fora temem em entrar no Rio porque é um território, entre aspas, “controlado por um grupo de empresas do Rio”. Existe um cartel. Em cada estado tem um cartel de empresas de ônibus. Eles relutam. Eles têm temor. Todo mundo sabe disso. É um cartel, é uma organização de empresas que não estimula que outras venho a concorrer — afirmou, em entrevista à TV Globo.

Em abril deste ano, o ex-governador Sérgio Cabral, deu um depoimento mostrando como funcionava a “Caixinha da Fetranpor”, entidade ligada há vários empresas de ônibus no Estado do Rio de Janeiro.

Cabral admitiu que no ano de 2002, a Fetranspor doou à campanha dele R$ 2 milhões — valor inferior ao doado à campanha dos seus adversários.

Com informações da Tv Globo