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Greve dos Rodoviários de Salvador segue mantida para quinta-feira

SALVADOR – O impasse entre rodoviários e empresários ainda não foi resolvido e o início da greve de ônibus continua mantido para esta quinta-feira, 16, segundo confirmação do vice-presidente do sindicato da categoria, Fábio Primo.

A decisão pela paralisação ocorreu na última sexta-feira, 10, quando, após realização de duas assembleias, os rodoviários, que pedem um reajuste salarial de 8%, negaram a proposta de 3,3% oferecida pelo patronal. A compensação em folga das extras, a retirada de um domingo de folga no mês, além do aumento de 15% no ticket refeição também são cobrados pelos profissionais. 

De acordo com Hélio Ferreira, presidente do Sindicato dos Rodoviários, a categoria deveria entrar em greve a partir da semana que vem, mas definiu data para o início do movimento. “Nossa vontade era de ir para as garagens agora e discutir a decisão, mas temos o rito jurídico de comunicar a população, mas depois, a greve pode começar qualquer dia”, declarou Ferreira ao fim da reunião. Ainda segundo o presidente, a proposta (reajuste de 3,33) oferecida pelo sindicato patronal foi considerada ‘desrespeitosa’.

 À TV Bahia, Jorge Castro, assessor de relações sindicais da Integra (Associação das Concessionárias do Serviço de Transporte Público de Passageiros por Ônibus Urbanos de Salvador) afirmou que não houve contraproposta apresentada pelo Sindicato dos Rodoviários. ¨A queda do número de passageiros, o aumento dos salários acima da inflação não permitem fazer outra oferta. Eu só posso fazer esse valor, com grande sacrifício”, disse Castro. Ainda de acordo com o assessor, desde que começaram as tentativas de negociação, os rodoviários não reduziram o pedido do valor de reajuste e outros pontos reivindicados. 

Estado de greve e impasse
Em estado de greve desde o dia 3 de maio, os 13 mil rodoviários,entre motoristas e cobradores, pedem, entre as principais reivindicações estão o 8% de reajuste salarial, aumento no vale-alimentação de 15% e criação de banco de horas. Até a reunião realizada na quinta-feira (9), o sindicato patronal ofereceu 2,7% e redução de um domingo de folga e fim das horas-extras.

Com informações do A Tarde e TV Bahia