Viação Itapemirim desmente boato sobre falência divulgado em redes sociais

Viação Itapemirim desmente boato sobre falência divulgado em redes sociais

2 de maio de 2019 Off Por revistadoonibus

SÃO PAULO – O poder das redes sociais é grande, seja para propagar informações verdadeiras ou as famosas fale news. Começou circular hoje, ao menos, onde tomamos conhecimento, a informação de que a Viação Itapemirim estaria decretando falência. A notícia que correu as principais redes sociais chamou atenção do mercado de transporte de passageiros rapidamente.

Uma imagem mostrando um ônibus da Itapemirim com os dizeres: “mais uma grande empresa abre falência no Brasil, a pioneira Itapemirim, que já foi a segunda maior frota do mundo”.

A informação pegou todo mundo de surpresa, funcionários, credores, passageiros e até admiradores da empresa, além é claro, toda a nossa redação, que vem acompanhando de perto o processo de recuperação judicial que empresa atravessa.

Afim de acabar com a informação falsa, o Grupo Itapemirim divulgou uma nota em sua rede social, classificando a notícia sobre a possível falência, como falsa informação. A empresa aproveitou a nota para dizer que segue com suas atividades e inclusive aprovou, no dia 17 de abril, o plano de recuperação judicial proposto aos credores.

Histórico

A Viação Itapemirim, que já foi uma das maiores da América Latina entrou em recuperação judicial em março de 2016 junto com outras empresas que pertenciam à família Cola. Na época, o grupo afirmou possuir dívidas trabalhistas e com fornecedores de R$ 336,49 milhões, além de um passivo tributário de R$ 1 bilhão.

Em novembro do mesmo ano, os então controladores capixabas venderam as empresas recuperadas para os empresários de São Paul, Camila de Souza Valdívia e Sidnei Piva, o que ainda é alvo de briga na Justiça, com antigos e novos sócios disputando o controle das empresas.

No último dia 17 de abril, os credores aprovaram o plano de recuperação judicial da Itapemirim, concordando com a proposta de divisão de partes da empresa em cinco Unidades Produtivas Isoladas (UPIs). Essas “mini-Itapemirins” vão absorver os principais ativos da companhia, como imóveis e linhas de ônibus, e serão leiloadas para o pagamento das dívidas do grupo.Serão quatro UPIs compostas apenas por linhas da empresa, sendo três por região e uma de rotas remanescentes, além de uma unidade com imóveis do grupo.

Os leilões dessas linhas e imóveis devem ser realizados em até 12 meses da homologação do plano.

Com informações da TV Gazeta e Agências

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